Danos causados pela proibição motivam recuo

Enquanto várias escolas estudam limitar ou mesmo bloquear o acesso à internet, outras que já haviam tomado essa iniciativa avançam na direção contrária - após constatar que a proibição atrapalhou mais do que ajudou na rotina escolar.

WINNIE HU, THE NEW YORK TIMES, O Estado de S. Paulo

02 de outubro de 2011 | 03h04

A escola New Trier parou de bloquear muitos sites neste ano depois que alguns professores se queixaram da natureza opressiva do mecanismo de bloqueio. Categorias inteiras de sites tinham sido bloqueadas, entre elas as que envolviam jogos, violência e armas, disse a bibliotecária Judy Gressel. "Chegamos ao ponto em que tinha se tornado difícil realizar uma pesquisa", relata a funcionária.

Deven Black, bibliotecário da Escola 127, de Nova York, disse que os filtros tinham impedido o acesso a sites como YouTube e blogs pessoais, nos quais os educadores partilham recursos que podem ser valiosos. "Nosso trabalho é ensinar os alunos a usar a internet com segurança. É difícil fazer isso se formos impedidos de acessar os sites."

A escola do ensino médio New Canaan, de Connecticut, cortou todo o acesso ao Facebook, ao YouTube e ao Twitter por um único dia para manifestar sua solidariedade às escolas que carecem de acesso. "Não chegamos nem mesmo à hora do almoço e já estou sofrendo muito", disse Michael DeMattia, de 17 anos, aluno do 3.º ano.

Na sua aula de biologia avançada, na qual os grupos de trabalho no laboratório criaram uma página no Facebook para compartilhar trabalhos e informações, ele se viu impossibilitado de fazer login. Na aula de literatura comparada, seus colegas foram impedidos de mostrar um vídeo no YouTube durante a apresentação de um trabalho. Michael disse que a internet "tornou muito melhor e mais fácil a cooperação e a colaboração dentro e fora da sala de aula." "Ela se tornou de fato uma parte integral do ensino.", conclui. / W. H. TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

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