DBTrans disputará mercado de pedágio eletrônico em SP

A DBTrans recebeu da agência reguladora dos transportes em São Paulo (Artesp) autorização para oferecer serviços de cobrança eletrônica de pedágio nas rodovias paulistas, marcando o fim do monopólio do Sem Parar/Via Fácil, que tem entre seus sócios a CCR.

CAROLINA MARCONDES, REUTERS

12 de setembro de 2011 | 17h06

A DBTrans --com sede no Rio de Janeiro e atuação também no Rio Grande do Sul-- deve iniciar a cobrança para veículos de carga até o final do ano. Em 2012, a cobrança deve ser estendida ao segmento de pessoas físicas --veículos de passeio--, segundo o diretor da companhia Marcelo Nunes.

O valor dos investimentos da DBTrans para entrar em São Paulo não foi divulgado.

"Os usuários deverão utilizar a mesma cabine de pedágio. Vamos utilizar as mesmas antenas (de transmissão de dados), que são bens de uso público", disse Nunes à Reuters nesta segunda-feira.

De acordo com informações da Artesp, a DBTrans se comprometeu a entrar no mercado paulista de pagamento de pedágio eletrônico cobrando uma mensalidade de seis reais de cada usuário, abaixo dos atuais 11,90 reais cobrados por Sem Parar/Via Fácil.

Além disso, a DBTrans lançará o modelo pré-pago de pagamento eletrônico, em que o motorista carrega seu tag (aparelho inserido no veículo) com um determinado valor e passa pelas praças de pedágio normalmente. "Nessa modalidade, o usuário ficará livre da cobrança de mensalidade", segundo a Artesp.

Segundo a agência, para os caminhoneiros, a nova operadora vai introduzir no mercado paulista o vale pedágio no formato eletrônico, com cobrança através de tag, visto que atualmente há apenas o vale pedágio no formato de papel e por cartão.

Atualmente, além de cobrança para veículos de carga e de passeio, a DBTrans atua na cobrança de tarifas de estacionamento de shoppings. A empresa deverá atuar na mesma modalidade também nos shoppings paulistas.

CONCORRÊNCIA

De acordo com Nunes, a DBTrans não está ligada a nenhuma concessionária de rodovias.

Procurada pela Reuters, a CCR, que tem 38,25 por cento de participação na STP, única operadora de cobrança de pedágio eletrônico hoje em São Paulo, não comentou imediatamente o assunto.

As ações da CCR tiveram queda de cerca de 1,6 por cento nesta sessão, enquanto o Ibovespa terminou perto da estabilidade.

Os meios eletrônicos de pagamento da STP --Sem Parar/Via Fácil-- estão presentes em 47 concessionárias de rodovias nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Paraná.

No final do segundo trimestre, o sistema Sem Parar tinha 2,871 milhões de tag ativos, o que significa um crescimento de 32,5 por cento sobre um ano antes.

"Existem no Brasil, além da DBTrans e do Sem Parar/Via Fácil, outras soluções, mas elas são controladas pelas concessionárias", disse Nunes.

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