De carona em carro-forte e viatura de bombeiros

ALTERNATIVA

, O Estadao de S.Paulo

09 Dezembro 2009 | 00h00

O atraso e a lotação acima do normal, além da velocidade reduzida dos trens, por volta das 7 horas de ontem, davam o primeiro sinal de uma manhã que não deixaria saudades. Começou assim, espremida em uma composição da CPTM em que certamente havia mais de oito pessoas por metro quadrado, o desafio de sair do ABC paulista e chegar à Barra Funda, onde dezenas de ônibus fretados buscam funcionários de empresas de diversos pontos da cidade.

Com as plataformas lotadas, sem conseguir embarcar, muitos se aventuraram a seguir a pé. O grupo contou com a ajuda dos bombeiros. Não foi nenhuma operação de risco, mas uma inusitada carona para atravessar a Praça Luiz Carlos Mesquita em direção ao outro lado da Avenida Marquês de São Vicente.

Se engana quem pensa que cenas assim não se repetiram pela cidade. A transportadora de valores Prosegur acionou um plano de emergência para, na manhã de ontem, permitir que seus funcionários chegassem sãos e salvos à sede da empresa, na Avenida Tomás Edison, que termina na Marginal do Tietê: mandou carros-fortes buscá-los na Barra Funda.

Para quem chega de metrô ou trem, o trajeto até o trabalho é normalmente feito em sete minutos de lotação. Em dias de chuva, o esquema especial prevê o transporte no veículo de valores. "Não há outro meio de chegar à empresa porque estamos numa área que alaga com frequência. Sempre que chove muito, os carros-fortes vêm nos buscar", disse a assistente financeira Juliana, de 39 anos, que chegou ao terminal às 7h30 e embarcou por volta de 9h30 rumo à Prosegur. Os nomes foram trocados a pedido dos entrevistados.

Sua colega, a assistente de logística Andréia, de 26 anos, usou o mesmo carro-forte para ir trabalhar. "O veículo é mais alto e passa com facilidade pelos pontos de alagamento. Quase todo mundo hoje (ontem) veio trabalhar assim", disse. Como a velocidade é reduzida, o trajeto foi feito em cerca de dez minutos, mas sem sobressaltos.

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