De olho nas pesquisas, Netanyahu ataca com retórica

Sinalizando para as pesquisas de opinião antes das eleições de terça-feira, o primeiro ministro de Israel Benjamin Netanyahu tenta atrair a direita israelense classificando seus oponentes de centro-esquerda de instrumentos de uma campanha global para usurpar o poder.

DAN WILLIAMS, REUTERS

14 de março de 2015 | 18h30

Por meio de mídias sociais e em entrevistas, o líder em seu terceiro mandato acusou governos estrangeiros e magnatas de canalizarem "dezenas de milhares de dólares" a ativistas da oposição que trabalham para minar seu partido, o Likud, e impulsionar lista da União Sionista encabeçada por Isaac Herzog e Tzipi Livni.

"O governo de direita está em perigo. Elementos esquerdistas e a mídia neste país e no exterior uniram forças para ilegitimamente trazer Tzipi e Bougie (Herzog) ao poder", disse Netanyahu no Facebook na sexta-feira.

A União Sionista descartou a artilharia retórica como uma tentativa de Netanyahu de tirar a atenção de eleitores de problemas socio-econômicos a desafios de segurança, como os movimentos de palestinos para ter sua soberania e o programa nuclear do Irã.

As pesquisas mais recentes apontam que a União Sionista pode tomar entre 24 e 26 cadeiras no parlamento de 120 assentos nas eleições, frente aos 20 a 22 assentos para o Likud, o que poderia dar mais força a desafiadores de Netanyahu para construir o próximo governo de coalizão.

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