De olho no futuro, indústria aposta na convergência

A E3 deste ano evidenciou que o novo rumo das fabricantes é transformar os aparelhos em uma central de entretenimento do lar. Não será apenas uma questão de jogar, mas também de ouvir, ler, assistir e compartilhar.

É AUTOR DO BLOG MODO ARCADE, SOBRE GAMES, NO SITE DO LINK, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2012 | 03h09

Em breve, o console será sua locadora virtual de filmes e terá acesso ao melhor conteúdo da TV paga. Também será o meio por onde ouvirá músicas e compartilhará fotos e mensagens. Talvez seja o responsável pela rotina diária de exercícios matinais. Unificará tudo - ou pelo menos é isso o que a indústria deseja.

Não é bem uma nova era. A tendência da integração revelada na E3 é mais uma tentativa de expansão que de reformulação dos negócios. A aposta é atrair também quem não é muito chegado em games.

Não há nenhum problema com os jogos - a indústria segue faturando e teve seu valor de mercado avaliado em US$ 74 bilhões em 2011. A necessidade é apresentar os consoles - caros e usados apenas em casa - como aparelhos ainda relevantes numa época em que o consumo de dispositivos móveis e seus aplicativos gratuitos só cresce.

A convergência parece uma boa saída, pelo menos no primeiro momento. O público usual dos videogames continua tendo acesso aos jogos superproduzidos e os jogadores casuais são cada vez mais bajulados. Estes últimos são o principal horizonte de uma indústria disposta a dedicar-se ainda mais a oferecer diversão simples, mais barata e, principalmente, integrada a celulares, iPods, tablets.

A ideia de fazer dos consoles mais que um videogame não mostra uma indústria esgotada, mas sim madura para compreender as necessidades de seu futuro público.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.