''De repente ele ficou assim, grandão''

Comerciante diz ter se surpreendido com a altura do filho

Mariana Mandelli, O Estadao de S.Paulo

20 de novembro de 2009 | 00h00

Por dia, são cinco pães no café da manhã, cinco bananas, um pacote inteiro de biscoitos e pratos muito bem servidos de arroz, feijão e carne. Para manter o corpo de 1,87 metro, o estudante Alexandre Ferreira dos Santos, de 17 anos, come diversas vezes ao dia, sem horários determinados - e sempre em porções generosas. "Como um pacote de bolachas, mas se tiver três, como os três sem pensar", conta.

Alexandre é o mais alto de uma família de cinco, moradora do Limão, zona norte de São Paulo, É um exemplo de como o brasileiro está ficando cada vez mais alto, ultrapassando os pais e familiares de outras gerações, como mostra o estudo Saúde Brasil 2008, divulgado ontem pelo Ministério da Saúde.

A mãe de Alexandre, a comerciante Zelita Ferreira da Silva, de 45 anos e 1,68 metro de altura, afirma que o filho começou a crescer demais por volta dos 14 anos. E não parou mais. "Ele cresceu de uma vez só", lembra. "De repente, ficou assim, grandão. Quando percebi, já era maior do que o pai, que era o mais alto da família." Alexandre afirma que não sentiu o crescimento. "Não percebi que cresci tanto", conta o jovem, que costuma jogar bola com os amigos.

O apetite do filho, segundo Zelita, aumentou com a altura. Alexandre, que não tinha o costume de repetir as refeições e comia moderadamente, passou a "comer o dia inteiro".

Nas reuniões com os amigos para jogar videogame, Alexandre e os amigos não economizam na hora de comprar o lanche. "A gente compra tudo em quilos, não em gramas: presunto, queijo, tudo", conta o amigo Tiago Amaro, de 18 anos. "Normalmente juntamos uns cinco ou seis amigos, mas se estivermos só nós dois, comemos tudo mesmo assim."

Tiago tem 1,85 metro de altura e vive com o irmão de 24 anos, dez centímetros mais baixo que ele. Na época em que "esticou", por volta dos 15 anos, ele lembra de ter ficado um pouco mais desastrado. "Ficava esbarrando nas coisas e me apelidaram de girafa." Hoje, ele se diz muito confortável com a altura.

Jefferson da Silva, de 17 anos, amigo de Alexandre e Tiago, também gosta da estatura que tem. Com 1,84 metro, ele só não é mais alto que o pai, que tem mais de 1,90 m. E, como os amigos, costuma comer bastante. "Não repito (a refeição) porque já pego logo uma montanha de comida."

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