Reprodução/ONU
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Debate da Rio+20 está atrasado, diz porta-voz da ONU

Representante afirma que conferência é um 'ponto de partida', e não a conclusão das discussões

Liana Leite - Especial para o Estado

06 de junho de 2012 | 03h03

RIO - O porta-voz das Nações Unidas na Rio+20, Giancarlo Summa, admitiu na terça-feira, 5, que as negociações em torno do texto que definirá as metas do desenvolvimento sustentável não estão tão avançadas quanto a ONU gostaria. Mas minimizou o fato, dizendo que a conferência é o ponto "de partida" para a discussão dessas metas, baseadas nos pilares crescimento econômico, desenvolvimento social e ambiental.

Ele fez as declarações um dia após o diretor do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, reconhecer a possibilidade de a conferência não ter resultados relevantes. "A Rio+20 é uma conferência de partida, não de chegada. A partir dela vamos reformular toda a discussão e forma de trabalhar o desenvolvimento sustentável", afirmou Summa, após cerimônia em que o Riocentro passou oficialmente ao controle das Nações Unidas.

Para Summa, a principal vitória seria a assinatura, pelos 193 países-membros, do documento com as metas. "Estamos negociando para que a conferência tenha o melhor resultado possível, mas o documento é ambicioso. Precisamos do compromisso político dos líderes globais."

A cerimônia de transferência do controle do Riocentro ocorreu simultaneamente no Rio e em Brasília para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente e teve o hasteamento das bandeiras da ONU, do Brasil e da Rio+20.

Atraso. Com duas semanas de atraso, a Cúpula dos Povos começou a instalação das estruturas no Parque do Aterro do Flamengo, na zona sul. Organizado pela sociedade civil em paralelo à programação oficial, o evento deve reunir 30 mil pessoas entre os dias 15 e 23. As atividades ocorrerão em 60 tendas e arenas.

A demora para o início das obras foi causada pelas negociações para a liberação das licenças para montagem. A prefeitura do Rio e o Iphan solicitaram que as tendas não ocupassem áreas de jardins para preservar o paisagismo projetado por Burle Marx.

Na terça, para protestar "contra a mercantilização da vida", a Cúpula promoveu ato em frente ao Instituto Estadual do Ambiente, no centro. Manifestantes enforcaram um boneco do secretário do Meio Ambiente, Carlos Minc.

 

COLABOROU ANTONIO PITA

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