Debate presidencial no México coloca Pena Nieto na mira de rivais

Os candidatos à presidência do México se prepararam para um debate na TV neste domingo, onde aqueles que estão atrás nas pesquisas vão tentar atacar o candidato apontado como favorito, Enrique Pena Nieto, para diminuir suas chances de vitória na eleição de 1º de julho.

DAVE GRAHAM, REUTERS

06 Maio 2012 | 16h22

As pesquisas mostram que Pena Nieto, do partido de oposição Partido Revolucionário Institucional (PRI) está se encaminhando para conseguir uma vitória tranquila, que pode capturar tantos votos quanto a soma dos votos dos seus dois principais rivais.

Embora a diferença tenha diminuído ligeiramente, ultimamente a segunda colocada nas pesquisas, Josefina Vazquez Mota, do partido conservador do governo Partido de Ação Nacional (PAN), e o candidato da esquerda Andrés Manuel Lopez Obrador, segundo colocado nas eleições de 2006, estão ficando sem tempo para chegar em Pena Nieto.

Depois de uma série de gafes públicas na virada do ano, Pena Nieto rejeitou diversos convites para debater com seus rivais, gerando acusações dos críticos de que ele não pensa por conta própria e ficará vulnerável no domingo.

Entretanto, seu comitê campanha vem preparando o fotogênico candidato, de 45 anos, para o debate e as perguntas planejadas já foram publicadas pelas autoridades eleitorais.

"Se Pena Nieto não perder ou fizer alguma bobagem muito grande, o debate será um sucesso para ele," disse Jorge Buendia, diretor de pesquisas da empresa Buendia & Laredo.

Desde o inicio da campanha eleitoral, há cinco semanas, pesquisas de opinião mostraram que Pena Nieto pode receber cerca de 55 por cento dos votos na eleição presidencial, levando o PRI de volta ao poder, 12 anos depois de ter perdido o posto para o PAN.

O bonito ex-governador do estado do México, uma região populosa na divisa com a capital, construiu uma reputação de eficiência com uma série de promessa de obras públicas que prometeu e entregou, durante sua administração de 2005 a 2011.

O PRI governou a segunda maior economia da América Latina durante 71 anos, até 2000, embora as duas últimas décadas tenham sido marcadas por acusações frequentes de autoritarismo e péssimo governo.

A campanha de Vazquez Mota tem procurado mostrar Pena Nieto como um mentiroso que não cumpre suas promessas, e não perdeu nenhuma oportunidade de sugerir que o PRI é cúmplice de gangues criminosas, que ameaçaram o país durante o governo do presidente Felipe Calderon.

Calderon tentou controlar os traficantes, pedindo a ajuda do exército quando assumiu o governo em dezembro de 2006, mas a violência aumentou desde então, prejudicando o apoio ao PAN.

A Constituição mexicana não permite que um presidente busque a reeleição.

Todos os candidatos prometeram restaurar a paz no México e criar mais empregos para a crescente população do país, assuntos que serão destaque durante o debate de duas horas.

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