Decea: falta de material não significa 'não ter pistas'

O comandante do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Borges Cardoso, reagiu hoje às críticas de alguns parentes dos passageiros do avião da Air France desaparecido domingo. "O fato de não termos coletado material (do Airbus desaparecido) não significa que não tenhamos pistas", afirmou, em entrevista coletiva concedida hoje para avaliar o trabalho de buscas realizado durante a semana.

MÔNICA BERNARDES, Agencia Estado

05 de junho de 2009 | 20h51

O brigadeiro afirmou que não há limitação de recursos nem prazo para encerrar o trabalho, caso as buscas não evoluam. "Acreditamos que ainda tenhamos um trabalho longo, mas só podemos falar em prazos à medida que o tempo for passando e fizermos uma análise dos resultados", destacou. "Recebemos a orientação de fazer o que tiver que ser feito".

Indagado se a força-tarefa militar brasileira havia recebido alguma avaliação do governo francês sobre a estratégia adotada para as operações de busca, o militar foi enfático: "A responsabilidade pela busca e coleta de materiais é do Brasil. A França tem a competência de realizar as investigações que irão apontar as causas do acidente. Nossas prioridades eram, primeiro: tentar encontrar sobreviventes; segundo, achar corpos para entregar às famílias e, terceiro, resgatar destroços. Tenho certeza de que, se o acidente tivesse acontecido lá, esta também seria a ordem das prioridades deles", concluiu.

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