'Decidi operar pela minha saúde'

Mara Aristeu se submeteu a cirurgia aos 17 anos

OCIMARA BALMANT, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2012 | 03h08

Apesar de já apresentar quadro de obesidade mórbida desde os 14 anos de idade, a adolescente Mara Miriã Feliciano Aristeu, hoje com 18, não se importava muitos com as dezenas de quilos sobressalentes e só decidiu aderir à cirurgia bariátrica quando o ponteiro da balança começou a marcar 6 quilos a mais a cada mês e chegou à marca de 170.

Com 1,72m de altura, seu índice de massa corporal chegou a 57,4 (a cirurgia é indicada a partir de 40) e as doenças crônicas não demoraram a surgir: o excesso de peso lhe causou hipertensão, alterações na tireoide, problemas na cartilagem do joelho e resistência à insulina, isto é, quadro de pré-diabete.

"Foi por isso, pela minha saúde, que decidi operar. Porque, de verdade, nunca havia me incomodado com o meu peso e não fazia regime. Tanto que não hesitava em usar maiô em vez de short quando ia ao clube. Mas agora, me vendo mais magra, fico feliz, me sinto mais bonita."

A cirurgia bariátrica realizada por videolaparoscopia ocorreu no ano passado, quando Mara tinha 17 anos. Mas a preparação começou em 2010, logo após a adolescente completar 16 anos, e incluiu acompanhamento psicológico e uma bateria de exames físicos que a apontaram apta ao procedimento. "Foi bem simples e sem sequela alguma. Depois de três dias eu já estava em casa", conta ela.

Em um ano e 20 dias, a adolescente emagreceu 65 quilos, trocou o manequim 64 pelo 52 e a numeração continua a cair. A calça que comprou no mês passado já está larga. A meta é chegar aos 80 quilos, submeter-se a uma cirurgia plástica e entrar em uma calça 48 - quem sabe até uma 46.

Para isso, é preciso colaborar. Por isso, além da redução drástica na quantidade de alimentos, ela vai e volta a pé para a universidade onde estuda Engenharia Ambiental, em Ribeirão Preto.

No caso de Mara, a obesidade se deve, em parte, a uma herança genética. Sua mãe, Ivone, que também apresentava índices de morbidade, se submeteu à redução do estômago há quase seis anos. "Na minha época, o procedimento foi invasivo, muito mais sofrido e com recuperação bem mais lenta. Fui para casa com três sondas penduradas", lembra.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.