Decisão acalma ânimos, mas ensino precisa melhorar

Análise: Marcia Vieira, jornalista de O Estado de S. Paulo

O Estado de S. Paulo,

28 Abril 2012 | 03h07

A decisão do STF pode acalmar os ânimos em torno das cotas. Enquanto a sociedade discutia a reserva de vagas, alunos e docentes experimentaram o sistema em dezenas de universidades.

Em 2011, o Estado fez um levantamento no curso de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a primeira a reservar 45% das vagas a pobres e negros. O objetivo era ver o destino de cada aluno ao final de seis anos. Todos tiveram de ter média 7 e enfrentaram exames para residência. Na turma de 2010, foram aprovados, na mesma proporção, para residências disputadíssimas nos melhores hospitais do Estado.

As cotas da UERJ têm data para acabar: 2018. O poder público teria mais seis anos para melhorar o ensino. No último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), escolas estaduais do Rio tiveram nota 2,8. A média nacional é 3,6. Quando o País oferecer educação pública de qualidade, a sociedade não mais precisará discutir se cotas são justiça social ou discriminação.

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