Decisão em Alcântara é bem recebida por militares

A decisão do governo de reconhecer uma área ocupada por remanescentes de comunidades quilombolas no Maranhão não causou reação hostil nem no Comando da Aeronáutica nem na Agência Espacial Brasileira (AEB). Como o texto publicado no Diário Oficial da União assegura uma área de cerca de 8,7 mil hectares à Aeronáutica, onde funciona o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a delimitação foi bem recebida pelos militares porque encerra uma polêmica que se arrasta há anos. Mesmo para o Ministério da Ciência e Tecnologia, que reivindicava uma área mais ao norte de Alcântara para testes e lançamentos, o problema ficou resolvido. Anteriormente, já havia sido autorizada a realização desses trabalhos no complexo que envolve a Base de Alcântara. Segundo o presidente em exercício da AEB, Himilcon de Castro Carvalho, a decisão tranqüiliza também os ucranianos, que já assinaram acordos com o Brasil para, em meados de 2010, lançar os seus foguetes a partir do território brasileiro. No entanto, o reconhecimento do território da Comunidade Remanescente do Quilombo Alcântara não põe fim às polêmicas sobre terras na região. As organizações quilombolas devem voltar agora suas atenções para duas áreas vizinhas. A menor, conhecida como Ilha do Cajual, tem 6 mil hectares e fica no próprio município de Alcântara; a maior, chamada Itamatatiua, ocupa 57 mil hectares e se estende para o vizinho município de Bequimão. No total são 63 mil hectares a mais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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