Decisão judicial deixa parque desprotegido

Uma decisão judicial deixou desprotegido o Parque da Preguiça, reserva particular de 1,4 milhão de metros quadrados, que integra a área de proteção ambiental da Bacia do Rio São João, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Uma liminar de 2001 proibia loteamentos, queimadas, extração ilegal de areia na região. Mas, antes de o mérito da ação de reintegração de posse ser julgado, o juiz em exercício da 3ª Vara Cível de Cabo Frio, Carlos Sérgio dos Santos Saraiva, extinguiu o processo.

Clarissa Thomé, RIO, O Estadao de S.Paulo

31 Outubro 2009 | 00h00

A reserva é habitada por preguiças-coleiras e micos-leões-dourados, espécies ameaçadas de extinção. Após a decisão judicial já foram registradas duas queimadas no parque, que perdeu cerca de 15% de sua área nos últimos oito anos. Os advogados do ambientalista Ernesto Galiotto, proprietário do parque, vão recorrer. "Estou estarrecido. Não entendo como, em uma canetada, 30 anos de luta pelo meio ambiente caem por terra."

A disputa pelas terras é antiga. Galiotto comprou a área de uma empresa, que havia adquirido as terras em um leilão, em 1994. Mas uma família identificada como Couto se diz herdeira do terreno, com base em uma escritura do século 19.

O promotor Murilo Bustamante diz que a ocupação tem características de invasão, com prática de desmatamento e loteamento irregular. "Há uma disputa pela titularidade da terra, mas, independente disso, a área tem de ser preservada."eixa parque desprotegido

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