Defender saúde não é desrespeitar religião, diz FHC

Coordenador do grupo que estudou o impacto das leis no combate à epidemia de aids, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defende que se faça pressão para mudar as leis internacionais em prol da liberdade e da dignidade dos mais vulneráveis.

O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2012 | 03h06

O relatório da Comissão sobre HIV e o Direito, lembra ele, defende a adoção por todos os países de leis e políticas compatíveis com os valores universais dos direitos humanos. "Não se trata de impor uma visão particular sobre todas as outras, mas sim de algo muito concreto que é eliminação de políticas discriminatórias e repressivas que acentuam a vulnerabilidade de grupos sociais marginalizados."

Ele diz que para conter a transmissão do HIV é essencial a existência de leis que proíbam o uso da violência policial e que protejam comunidades sob maior risco. "É difícil imaginar que a defesa da dignidade e da saúde de todos possa ser percebida como um desrespeito aos valores religiosos e culturais." / L.P.

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