Defesa Civil confirma oitava morte pela chuva no interior de São Paulo

Doze pessoas continuam desaparecidas e pelo menos cem moradias foram inundadas

José Maria Tomazela, Agência Estado

13 de janeiro de 2014 | 19h52

SOROCABA - Oito pessoas já morreram em decorrência do temporal que atingiu o município de Itaoca, no Alto Ribeira, sudoeste de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira, 13. Há ainda 12 desaparecidos. Entre as vítimas estão duas crianças. Os corpos estão sendo levados para o Instituto Médico Legal de Apiaí. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil mantêm as buscas, apoiadas por três helicópteros da Polícia Militar, até a noite.

Duas das vítimas estavam em um carro que rodou quando passava numa ponte coberta pelas águas do rio Palmital. Várias casas foram arrastadas pela enchente do córrego Guarda Mão. Em uma delas estavam outras três vítimas, todas da mesma família. Os moradores de outras casas estão entre os desaparecidos. Os outros corpos foram encontrados durante as buscas.

Árvores, carros e trechos de ruas foram levados com a enxurrada. Pelo menos cem moradias na cidade de 3.219 habitantes foram inundadas e parte delas destruída pela cheia do rio Palmital, que corta a área urbana. Centenas de pessoas estavam desabrigadas ou desalojadas. O prefeito Rafael Rodrigues de Camargo (PSD) decretou estado de calamidade pública. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) chegou à cidade no final da tarde e prometeu ajuda para a reconstrução. Duas equipes da Defesa Civil e uma do Instituto Geológico se deslocaram para a área a fim de auxiliar no atendimento aos flagelados e levantar os danos à estrutura urbana.

A cidade recebeu equipes do Corpo de Bombeiros de Apiaí e máquinas das prefeituras de Apiaí e Ribeira. A Defesa Civil de São Paulo e de Registro enviaram produtos de higiene, materiais de limpeza e colchões. Caminhões-pipa da Sabesp distribuem água potável à população.

Serviços meteorológicos registraram até 130 milímetros de chuva num período de seis horas em algumas áreas do município. De acordo com o advogado da prefeitura, Carlos Pereira Barbosa Filho, as chuvas mais intensas ocorreram nas cabeceiras dos rios e de seus afluentes. "Os rios se encheram rapidamente e foram levando tudo, árvores, casas, carros, postes. É como se vê acontecer nas Filipinas", disse. A sede urbana ficou isolada até o início da tarde, quando máquinas de uma fábrica de cimentos fizeram a remoção de barreiras que obstruíam a rodovia de acesso. O bairro Guarda Mão, o mais atingido, continuava isolado no final da tarde.

Árvore

Em Ilha Solteira, noroeste do Estado, a chuva acompanhada de fortes rajadas de vento derrubou uma árvore no bairro Recanto das Águas. Uma família que passeava no local foi atingida. Uma mulher

morreu e duas pessoas tiveram ferimentos. Em Apiaí, no sudoeste, pelo menos 50 calas foram inundadas no bairro Pinheiros. Os desalojados se abrigaram em casas de parentes. Em Miracatu, Vale do Ribeira, oito casas ficaram destelhadas pelo vento e uma desabou após ser atingida pela queda de uma árvore, mas ninguém ficou ferido.

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