Defesa de Dirceu abre 3o dia do julgamento do mensalão no STF

O julgamento do processo do chamado mensalão entra no terceiro dia nesta segunda-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), com o início das defesas dos 38 acusados de participar do suposto esquema de desvio de recursos e compra de apoio parlamentar.

Reuters

06 de agosto de 2012 | 11h33

A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, como "chefe da quadrilha", será a primeira. O petista é acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa.

Estão previstas ainda outras quatro defesas, com o tempo de uma hora para cada exposição.

Além de Dirceu, serão apresentadas as defesas do ex-presidente do PT José Genoino e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares que, segundo a denúncia, integravam o núcleo político do suposto esquema. Eles também são acusados pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa.

Os defensores do publicitário Marcos Valério e de Ramon Hollerbach, acusados de terem sido operadores do alegado esquema, também têm suas sustentações previstas para esta segunda. Ambos respondem pelo crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

O julgamento do mensalão, suposto esquema de compra de apoio parlamentar com recursos públicos, foi iniciado na quinta-feira, com a leitura do relatório do ministro Joaquim Barbosa, relator do caso.

Na sexta-feira, Gurgel detalhou como funcionaria o esquema ao fazer a leitura da denúncia. O procurador-geral pediu a condenação de 36 réus e a expedição dos mandados de prisão cabíveis imediatamente após o julgamento.

A expectativa é que os 11 ministros do STF iniciem a leitura de seus votos a partir do dia 15, mas não há previsão para o término do julgamento, já que eles poderão levar quantas sessões precisarem para realizar seus votos.

Os ministros, no entanto, devem fazer um esforço para que o caso seja concluído até o início de setembro, quando o ministro Cezar Peluso se aposenta por completar 70 anos.

(Por Hugo Bachega)

Mais conteúdo sobre:
POLITICAMENSALAOREUSLEGAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.