Defesa de Jefferson diz que STF ainda pode ligar Lula a mensalão

A defesa de Roberto Jefferson, delator do chamado mensalão e réu na ação penal em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, disse nesta segunda-feira esperar que o tribunal possa ainda investigar o envolvimento do ex-presidente Lula no suposto esquema.

Reuters

13 de agosto de 2012 | 15h25

"Eu acredito que o STF tem muito a fazer", disse o advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa. "Vou procurar mostrar a responsabilidade dele (Lula)", acrescentou.

Segundo o advogado, a inclusão de Jefferson entre os réus retirou do processo "uma testemunha formidável" para a acusação.

Jefferson, presidente nacional do PTB e ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro, denunciou o suposto esquema que envolveria o desvio de recursos públicos e compra de apoio da base aliada no Congresso, o que detonou a pior crise política do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso veio à tona em 2005.

O advogado do réu, que falou com jornalistas na chegada ao STF, disse que vai assistir sua defesa nesta segunda-feira "na frente da TV, comendo pipoca".

Barbosa disse ainda que Jefferson afirma não ter cometido qualquer ilícito no caso. Ele poderá também citar a fala da presidente Dilma Rousseff de que o ex-presidente Lula não teve conhecimento do suposto esquema. Ela foi testemunha de defesa.

No oitavo dia do julgamento, também estão sendo apresentadas as defesas do ex-deputado Bispo Rodrigues (ex-PL, atual PR-RJ), do ex-deputado Romeu Queiroz --que era do PTB, e está no PSB-MG--, do ex-deputado José Borba (PMDB-PR) e de Emerson Palmieri, ex-primeiro-secretário do PTB. Eles são acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

(Reportagem de Ana Flor)

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