Defesa de Lula protocola pedido no STF que pode adiar envio de processo para Moro

Advogados querem que investigações fiquem na Corte até julgamento de recurso, que será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo

Gustavo Aguiar e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2016 | 16h53

BRASÍLIA - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta sexta-feira, 17, um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode adiar o envio dos processos contra ele na Lava Jato para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Os advogados querem que as investigações fiquem na Corte até que os recursos que tentam impedir a transferência do petista para a primeira instância sejam julgados.

O pedido deverá ser analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Nesta semana, além de devolver para Moro os procedimentos que envolvem o sítio em Atibaia e o tríplex no Guarujá, cuja propriedade é atribuída a Lula, o ministro também anulou os áudios em que o ex-presidente aparece conversando com a presidente afastada Dilma Rousseff sobre o envio de um termo de posse para o Ministério da Casa Civil.

Nos chamados embargos de declaração, a defesa de Lula pede que o ministro Teori esclareça supostas obscuridades e dúvidas na decisão de devolver os processos contra ele para Moro. Para os advogados, se o caso das propriedades estiver ligado à Lava Jato, deve ficar no STF; se não tiver relação, a Corte deve decidir então qual é o órgão competente para processá-lo.

Os defensores do petista sustentam que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu incluir Lula no chamado inquérito-mãe da Lava Jato, conhecido como "quadrilhão", e que não há motivo para que apurações sobre o mesmo caso sejam encaminhadas por outras instâncias. A inclusão de Lula no "quadrilhão", no entanto, ainda não foi autorizada e está sob análise de Teori. 

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