Defesa dos Nardonis contesta ação de perita

A defesa de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá vai pedir à Justiça que novos exames de DNA sejam realizados nas manchas de sangue achadas em roupas e no apartamento do casal. Os dois estão preso sob a acusação de matar Isabella, de 5 anos. Ela morreu em 29 de março de 2008, ao cair da janela do 6º andar do prédio em que o pai morava, na zona norte de São Paulo.

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

12 Dezembro 2009 | 00h00

O criminalista Roberto Podval afirmou que vai reunir-se com o juiz do caso na próxima segunda-feira. Ele pretende mostrar que o exame feito para tirar a dúvida sobre o resultado da primeira perícia foi feito pela mesma perita responsável pelo exame contestado. "Se houvesse algo errado, ela não admitiria", afirmou.

Podval lembrou que a perita responsável pelos dois exames de DNA - ambos confirmaram que o material genético recolhido pelo Instituto Médico-Legal (IML) era compatível com o DNA do casal - é alvo de ação do Ministério Público Federal (MPF) por suposto desleixo na identificação das ossadas de presos políticos enterrados na vala do Cemitério de Perus, na zona oeste de São Paulo - dez pessoas, universidades e governos são réus na ação civil pública.

Para chegar à conclusão de que manchas de sangue achadas no apartamento em que o crime ocorreu pertenciam ao casal, a perícia criminal comparou esse material com amostras de sangue colhidas do casal. Os Nardonis negaram que tivessem fornecido a amostra. "Perguntei a eles se queriam que eu levasse até o fim. Eles disseram que sim", afirmou Podval.

INDEPENDENTE

O criminalista criticou o fato de a defesa só ter sido chamada para acompanhar a divulgação do resultado da perícia, em vez de acompanhar a realização dos exames. O criminalista afirmou que a contraprova da perícia devia ser feita por um laboratório independente, para evitar suspeitas.

Na quarta-feira, ficou pronto o exame pedido pela defesa que questionava os resultados da perícia contra os Nardonis, alegando que o casal jamais havia dado amostras de sangue para análise. O novo exame confirmou que o material examinado era dos réus. O resultado foi comemorado pela acusação. O promotor Francisco José Cembranelli disse que o casal alegou algo que acabou desmoralizado.

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