Defesa duvida de prisão preventiva de casal Nardoni

Pedido foi feito nesta tarde pelo promotor do caso, Francisco Cembranelli, à Justiça

Carolina Freitas, Agência Estado

06 de maio de 2008 | 19h36

Mesmo com seus clientes, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, denunciados nesta terça-feira, 6, à Justiça por homicídio doloso (com intenção de matar) triplamente qualificado, os advogados de defesa do casal duvidam que o juiz Maurício Fossen, do Fórum de Santana, conceda a prisão preventiva dos acusados. "Tanto não acreditamos nessa possibilidade que não impetramos um habeas corpus preventivo", disse um dos três defensores, Ricardo Martins. "Não há motivos que ensejem a preventiva, assim como não havia na prisão provisória." O casal é acusado pela morte de Isabella Nardoni, de 5 anos, filha de Alexandre e enteada de Anna Carolina. VEJA TAMBÉM'Nada muda' na defesa do casal Nardoni, dizem advogadosPromotor diz que pai e madrasta 'mataram a menina'Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella   Nesta tarde, o promotor de Justiça Francisco Cembranelli endossou o pedido de prisão, feito pela polícia na última quarta-feira e acusou formalmente Anna Carolina de esganar Isabella e Alexandre de jogá-la do 6º andar do prédio em que mora. O casal já esteve preso por nove dias, de 3 a 11 de abril. A polícia pedira 30 dias de detenção, mas um habeas-corpus os devolveu a liberdade. Para Cembranelli, a preventiva é uma forma de tornar mais veloz a ação da Justiça em uma futura ação penal. "A lei precisa ser aplicada no menor tempo possível. A prisão evita que o caso seja protelado por anos, o que deve acontecer se eles ficarem livres", disse o promotor. Ele argumentou ainda que o casal dificultou as investigações, ao limpar manchas de sangue no local do crime. "Esse mau comportamento demonstra que eles não estão comprometidos com a descoberta da verdade". Denúncia A defesa só comentará as acusações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta quarta-feira, 7, quando os advogados pretendem ter em mãos o documento de denúncia. "Assim que tivermos uma cópia, faremos uma reunião e, só depois disso, emitiremos alguma opinião", afirmou Martins. Segundo o advogado, a equipe sequer acompanhou o noticiário sobre a denúncia dos clientes à Justiça. "Não assistimos a entrevista coletiva do MP, haja vista que passamos o dia todo trabalhando."

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