Defesa pede na Justiça liberdade de monsenhor

A defesa de monsenhor Luiz Marques Barbosa, de 83 anos, preso anteontem após prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a pedofilia no Brasil, vai entrar na Justiça com pedido de habeas corpus para colocá-lo em liberdade. O advogado Edson Maia alega que seu cliente é ancião, réu primário, tem residência fixa e não representa riscos para as investigações.

Ricardo Rodrigues / MACEIÓ, O Estado de S.Paulo

20 Abril 2010 | 00h00

Monsenhor Barbosa está preso no quartel do 3.º Batalhão da Polícia Militar, em Arapiraca, a 146 km de Maceió. Segundo o comandante do batalhão, Marcos Sampaio, ele passou a noite em uma cela especial e pela manhã recebeu a visita de parentes. Monsenhor Barbosa tem direito a cela especial porque é oficial da reserva da PM de São Paulo, onde atou como capelão.

Acusado de ter abusado sexualmente de ex-coroinhas que trabalhavam com ele na Paróquia de São José, em Arapiraca, ele teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Rômulo Vasconcelos, a pedido do presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES).

Segundo o juiz, a prisão tem o objetivo de evitar que Barbosa interfira nas investigações, não intimide as vítimas nem deixe o País - ele tirou passaporte recentemente. Também foram presos o motorista José Reinaldo e a empregada Maria Isabel, que trabalhavam para monsenhor, por falso testemunho.

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