Definição sobre comissões da Câmara deve ficar para depois do Carnaval, diz Maia

Não há ainda entendimento para indicações de colegiados entre os partidos

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2017 | 15h19

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira, 15, que a definição sobre o comando das 25 comissões permanentes da Casa poderá ficar para depois do Carnaval.

Segundo Maia, a conversa com os líderes sobre o tema deverá começar na próxima semana, mas ele defendeu “tempo” para formar a composição dos colegiados “de forma harmônica, para não ter disputa”.

A ideia era que a presidência das comissões fosse definida esta semana, mas ainda há alguns impasses para serem resolvidos tanto entre deputados quanto pelo presidente Michel Temer.

A bancada do PMDB, por exemplo, planejava indicar o deputado Rodrigo Pacheco (MG) para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas o nome do parlamentar chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Justiça.

Outras definições, como quem vai ocupar a liderança do governo ou se vai ser criada a chamada liderança da maioria, também deve pesar na hora de fazer a divisão do comando das comissões.

Há ainda o conflito entre o que quer cada partido. Muitas legendas estão de olho em comissões que tenham ligação com os ministérios do comando, como o PR, que gostaria de presidir o colegiado sobre Transportes. A comissão, porém, também é cobiçada pelo PMDB.

A divisão dos cargos de comando segue um parâmetro técnico: o partido ou bloco que tiver o maior número de deputados tem direito a escolher primeiro qual comissão quer presidir. Nada impede, porém, que seja feito um acordo entre os líderes e eles dividam os comandos dos colegiados conforme suas preferências. 

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