Gabriela Biló / Estadão
A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), até recentemente líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso, é uma das entrevistadas do segundo episódio, que discute discute representatividade feminina e machismo na política Gabriela Biló / Estadão

‘Deixa Ela Fazer Política’, o segundo episódio da nova websérie do Estadão

Tabata Amaral e Joice Hasselmann estão entre as entrevistadas do novo capítulo, que discute representatividade feminina e machismo na política

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2019 | 13h14

Do chamado Lobby do Batom, que ajudou a garantir os contornos sociais para a Constituição em 1988, à eleição que três décadas depois formou a maior bancada feminina no Congresso. A evolução da participação política das mulheres no Brasil é inegável. Por outro lado, as mulheres conquistaram apenas 15% dos cargos em disputa nas eleições de 2018, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Dados que colocam o País na lista dos mais desiguais em representatividade feminina. O episódio Deixa Ela Fazer Política, que você vê aqui, aborda as barreiras que ainda existem, como as dificuldades na campanha e o machismo no ambiente político.

“Os partidos são criativos para utilizar o fundo eleitoral”, diz a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), uma das entrevistadas do segundo capítulo da websérie produzida pelo site Capitu, do Estadão, em parceria com o Facebook e o International Center for Journalists (ICFJ). “Nunca senti o machismo de maneira tão pesada quanto no Congresso Nacional.”

Até recentemente líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) acredita que, em relação a estudo e dedicação, as parlamentares são mais capacitadas em relação à maioria dos homens. “Porém, ainda falta o preparo de alma de algumas delas. O preparo de coração, de vontade, que querer entrar na guerra, ir à luta e ganhar.”

Senadora pelo PSDB paulista, Mara Gabrilli destaca a força da bancada feminina no Congresso. Mas ressalta que, algumas vezes, as parlamentares demoram a chegar a um consenso. Mara também fala da necessidade de diversidade, que inclui não apenas ter mulher, mas contar com representatividade de gênero, orientação sexual e etnia.

Passando do Congresso para as Assembleias de São Paulo e do Rio, a equipe entrevistou as deputadas estaduais Erika Hilton (PSOL-SP), que exerce mandato coletivo pela bancada ativista, e Dani Monteiro (PSOL-RJ), uma das herdeiras políticas de Marielle Franco, assassinada no Rio em março de 2018.

A websérie Deixa Ela, que marca o aniversário de um ano de Capitu, segue até dezembro, com episódios em vídeo, complementados por especial multimídia, material extra para redes sociais e entrevistas na edição impressa do Estadão.

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Chegou 'Deixa Ela', série audiovisual do 'Estado' sobre a mulher na sociedade

Primeiro episódio, Deixa Ela Viver, traz relatos de sobreviventes de feminicídio e de vítimas de violência doméstica, além de entrevista com a ativista Maria da Penha

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2019 | 11h10

SÃO PAULO - Das que morrem apenas por serem mulheres às que lutam por espaço na política. Sem esquecer das que não aceitam limites. Comandar uma empresa? Ser astronauta? São essas histórias que a websérie Deixa Ela começa a contar nesta sexta-feira, 18, como parte das comemorações por um ano de Capitu, site feminino lançado em dezembro pelo Estadão. Formado por nove vídeo-reportagens que discutem diferentes aspectos do cotidiano das mulheres na sociedade brasileira, o projeto conta com a parceria do Facebook e do Internacional Center for Journalists (ICFJ).

A cada semana, um tema será abordado. O primeiro episódio, Deixa Ela Viver, traz relatos de sobreviventes de feminicídio, quando a mulher se torna vítima apenas por ser mulher. O Brasil é o quinto país com mais casos registrados. Em 2018, foram 4.461 assassinatos, crescimento de 34% em relação a 2016, segundo o Conselho Nacional de Justiça. “As estatísticas são muito altas”, diz Maria da Penha, entrevistada para a série. “Infelizmente, os feminicídios acontecem quando não existe a política pública, quando a mulher tem medo de denunciar.” Assista:

Os episódios serão distribuídos em várias plataformas, com conteúdo para redes sociais, especial multimídia no portal e entrevistas na versão impressa do Estadão aos domingos. Bastidores com os repórteres e extras também fazem parte do material, liderado por Carla Miranda, editora de Capitu, e por Everton Oliveira, coordenador de Produção Multimídia. 

A websérie trará exclusivas com personalidades como as deputadas Joice Hasselmann, Tabata Amaral, entrevistadas para o segundo episódio, Deixa Ela Fazer Política. Os demais vídeos contam com a participação das executivas Tânia Cosentino e Chieko Aoki (Trabalhar), da especialista em educação Cláudia Costin (Estudar), das artistas Daniela Mercury e Karol Conka (Criar), e da jogadora Cristiane (Competir), entre outras. A série se completa com os capítulos Ser, Sonhar e Decidir.

O trabalho audiovisual foi feito por Bruno Nogueirão e Leo Souza. E as reportagens ficaram a cargo de nove jovens profissionais que, no ano passado, integraram o 29º Curso Estado de Jornalismo, conhecido como Curso de Focas, responsável pelo lançamento de Capitu: Bianca Gomes, Clara Rellstab, Eduardo Gayer, Felipe Laurence, João Abel, João Ker, Pedro Prata, Pepita Ortega e Renato Vasconcelos.

O nome do site faz uma homenagem dupla: à personagem de Machado de Assis e também a uma das primeiras jornalistas profissionais do País. Capitu era o apelido de Maria do Carmo de Almeida, responsável pela criação, em 1953, do Suplemento Feminino do Estadão

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‘Deixa Ela Fazer Política’, o segundo episódio da nova websérie do Estadão

Tabata Amaral e Joice Hasselmann estão entre as entrevistadas do novo capítulo, que discute representatividade feminina e machismo na política

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2019 | 13h14

Do chamado Lobby do Batom, que ajudou a garantir os contornos sociais para a Constituição em 1988, à eleição que três décadas depois formou a maior bancada feminina no Congresso. A evolução da participação política das mulheres no Brasil é inegável. Por outro lado, as mulheres conquistaram apenas 15% dos cargos em disputa nas eleições de 2018, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Dados que colocam o País na lista dos mais desiguais em representatividade feminina. O episódio Deixa Ela Fazer Política, que você vê aqui, aborda as barreiras que ainda existem, como as dificuldades na campanha e o machismo no ambiente político.

“Os partidos são criativos para utilizar o fundo eleitoral”, diz a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), uma das entrevistadas do segundo capítulo da websérie produzida pelo site Capitu, do Estadão, em parceria com o Facebook e o International Center for Journalists (ICFJ). “Nunca senti o machismo de maneira tão pesada quanto no Congresso Nacional.”

Até recentemente líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) acredita que, em relação a estudo e dedicação, as parlamentares são mais capacitadas em relação à maioria dos homens. “Porém, ainda falta o preparo de alma de algumas delas. O preparo de coração, de vontade, que querer entrar na guerra, ir à luta e ganhar.”

Senadora pelo PSDB paulista, Mara Gabrilli destaca a força da bancada feminina no Congresso. Mas ressalta que, algumas vezes, as parlamentares demoram a chegar a um consenso. Mara também fala da necessidade de diversidade, que inclui não apenas ter mulher, mas contar com representatividade de gênero, orientação sexual e etnia.

Passando do Congresso para as Assembleias de São Paulo e do Rio, a equipe entrevistou as deputadas estaduais Erika Hilton (PSOL-SP), que exerce mandato coletivo pela bancada ativista, e Dani Monteiro (PSOL-RJ), uma das herdeiras políticas de Marielle Franco, assassinada no Rio em março de 2018.

A websérie Deixa Ela, que marca o aniversário de um ano de Capitu, segue até dezembro, com episódios em vídeo, complementados por especial multimídia, material extra para redes sociais e entrevistas na edição impressa do Estadão.

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‘Deixa Ela Competir’, o terceiro episódio da nova websérie do Estadão

Cristiane e Karen Jonz estão entre as entrevistadas do novo capítulo, que discute as dificuldades do esporte feminino no Brasil

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2019 | 12h18

O Comitê Olímpico Internacional (COI) prevê que as mulheres serão 48,8% dos atletas na Olimpíada de Tóquio, no ano que vem. Teremos os Jogos mais femininos de todos os tempos, graças a um trabalho para incluir modalidades mais igualitárias e promover um equilíbrio maior nos demais esportes.

Os esforços são um passo para modificar algo que é realidade em boa parte dos países: a falta de estímulo para participação das mulheres.  O episódio Deixa Ela Competir, que você vê aqui, aborda as questões que prejudicam o crescimento das modalidades femininas no País e as mudanças positivas que já aconteceram neste panorama. 

Fator de ascensão social importante no Brasil, a exclusão das mulheres nos esportes também amplia as desigualdades de gênero. “Elas abrem mão de ir para uma seleção porque a família passa por necessidade”, diz Emily Lima, ex-técnica da seleção brasileira feminina de futebol. “Estamos falando de uma criança de 15, 16 anos que precisa ajudar a família porque o esporte ainda não dá esse suporte.”

Cristiane, atacante do São Paulo e da seleção brasileira, espera que o crescimento de interesse no futebol feminino não seja algo passageiro. “Acho que as mudanças estão acontecendo muito por conta da obrigatoriedade de os clubes terem equipes femininas”, diz a maior artilheira de todos os tempos em Jogos Olímpicos. “Só depois da Olimpíada é que a gente vai saber se realmente as pessoas vão continuar interessadas, se os clubes vão manter as estruturas.”

No episódio, as atletas também relatam casos de preconceito. Karen Jonz, tetracampeã mundial de skate e primeira brasileira a ganhar medalha de ouro nos X Games, explica que no início da sua carreira — quando ainda era uma das poucas mulheres na modalidade — se vestia como homem para evitar assédios. “Eu achava legal quando me confundiam com um homem porque eu ficava em paz.”

A websérie Deixa Ela marca o aniversário de um ano de Capitu, o site do Estadão para mulheres, e está sendo realizada em parceria com o Facebook e o International Center for Journalists (ICFJ). Até dezembro, serão lançados semanalmente episódios em vídeo, complementados por especial multimídia, material extra para redes sociais e entrevistas na edição impressa do Estadão.

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‘Deixa Ela Estudar’, o quarto episódio da nova websérie do Estadão

Meninas e especialistas comentam os desafios do acesso à educação para mulheres

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2019 | 14h57

SÃO PAULO - As mulheres começaram o século 20 analfabetas e terminaram com mais anos de escolarização do que os homens. Apesar disso, elas ainda enfrentam desafios que dificultam sua permanência nos estudos e que refletem em suas escolhas profissionais. Este é o tema do quarto episódio da série Deixa Ela.

Dados do último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), de 2015, mostraram que mais meninas (43%) do que meninos (34%) apresentam interesse em seguir carreiras que incluem ciências. Por outro lado, têm desempenho pior do que o dos garotos nessa disciplina.

“Enquanto eles seguem para engenharia e matemática, elas ainda são direcionadas para as eternas ‘profissões de mulher’, como pedagogia, psicologia e enfermagem”, explica Hildete Pereira, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Gênero e Economia (NPGE) da Universidade Federal Fluminense (UFF). “São paradigmas de gênero. A própria sociedade e a família fazem isso", diz Maria Inês Rodrigues, coordenadora do projeto Ciência Menina, Menina Ciência, da Universidade Federal do ABC (UFABC)

Hoje com 22 anos, a estudante de geologia Bianca Alessandra de Faria conhece bem essa história. “Já fui indagada várias vezes pela minha família: ‘Você não prefere ir para o mundo corporativo?’ ou 'Por que não fazer medicina em vez de geologia?’” 

A falta de referências femininas em ciências e nas áreas de exatas é outro fator que afasta as garotas de carreiras tidas como masculinas - e mais valorizadas no mercado de trabalho. “A adolescência é um bom momento para explorar os sonhos e aptidões das jovens”, afirma Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (CEIPE/FGV). “É muito interessante dar para a menina a noção de que ela vai ser o que ela sonhar.”

A websérie Deixa Ela marca o aniversário de um ano de Capitu, o site do Estadão para mulheres, e está sendo realizada em parceria com o Facebook e o International Center for Journalists (ICFJ). Até dezembro, serão lançados semanalmente episódios em vídeo, complementados por especial multimídia, material extra para redes sociais e entrevistas na edição impressa do Estadão.

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