Delegado é morto em tentativa de assalto em SP

O delegado Euclides Batista de Souza, de 53 anos, titular da Divisão de Proteção à Pessoa do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi morto, no final da noite desta quarta-feira, durante uma tentativa de assalto quando chegava em casa, na Vila Taquari, região de Itaquera, na zona leste da capital paulista.

RICARDO VALOTA, Agência Estado

30 de agosto de 2012 | 08h02

Ao volante de um Fiat Siena verde escuro, o delegado foi abordado por criminosos que saíram de um Gol preto no momento em que estacionava o carro na garagem de casa. Testemunhas disseram para policiais militares da 4ª Companhia do 39º Batalhão que o veículo dos bandidos entrou na contramão e parou em frente à residência do policial.

Imagens gravadas pela câmera de segurança instalada na casa da vítima mostram o delegado descendo do carro, já dentro da garagem, e sendo abordado pelos criminosos. Eram pelo menos dois. Euclides não sacou a arma, mas empurrou um dos criminosos. Baleado nas costas e na cabeça, o policial morreu quando era atendido no pronto-socorro do Hospital Santa Marcelina.

Um dos assaltantes, ainda segundo testemunhas, foi atingido acidentalmente por um dos disparos. O caso foi registrado no 24º Distrito Policial, da Ponte Rasa, e será investigado pelo DHPP.

Suspeitos

Três suspeitos de envolvimento no caso foram detidos nesta madrugada pela polícia. Um deles deu entrada no pronto-socorro do Jardim Robru e foi transferido para o pronto-socorro de Ermelino Matarazzo, onde permanece internado.

O carro que levou o suspeito até o primeiro pronto-socorro, segundo a polícia, é um Gol prata, cujo dono foi localizado e também detido. O terceiro suspeito, segundo os policiais, é o rapaz que bateu à porta da casa do proprietário do Gol prata e pediu que este levasse o colega baleado até o hospital.

Tanto o dono do Gol prata como o rapaz que solicitou ajuda na remoção do amigo ferido foram encaminhados para o plantão do 67º Distrito Policial, do Jardim Robru, e transferidos para o DHPP. A casa em frente à residência do delegado possui duas câmeras de segurança, que podem ter gravado mais detalhes do assalto. A polícia deve solicitar as imagens.

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