Delegado fará acareação entre amante e marido

O delegado-titular da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, Wellington Vieira, fará uma acareação entre Flávia da Silva Ramos, de 33 anos, e Rodrigo Folly Cuzzuol, de 36, nesta quarta-feira, 09. Amante de Cuzzuol, Flávia é acusada de participar da morte de Suelen de Souza Teles, de 26, com quem ele era casado. Flávia estava grávida de seis meses.

THAISE CONSTANCIO, Agência Estado

09 de abril de 2014 | 14h32

A principal divergência entre os dois é sobre uma possível gravidez de Flávia, que tem endometriose e teria dificuldade para engravidar. Em depoimento, Cuzzuol disse que viu um exame de gravidez com o nome da amante, mas negou que o filho fosse dele. Flávia era prostituta e cafetina e eles eram amantes há pelo menos oito meses. O delegado vai solicitar novo exame de gravidez.

"Fui vítima desse relacionamento, dessa pessoa que assassinou minha esposa e meu bebê por inveja, não tenho absolutamente nada a ver com isso", garantiu Rodrigo, que afirmou que estava tentando se afastar da amante.

Nessa terça-feira, 08, Flávia teve a prisão temporária decretada por 30 dias por homicídio duplamente qualificado, logo após prestar depoimento na Divisão de Homicídios. O delegado Vieira pedirá a prisão temporária da suspeita.

A polícia ainda investiga se ela foi a mandante ou se participou da execução do crime. Cuzzuol é tratado como testemunha. A principal hipótese investigada pela polícia é crime passional, mas homicídio ou latrocínio não são descartados. "Temos uma mulher que se declarou apaixonada pelo Rodrigo e testemunhas que disseram que ela tinha uma obsessão, uma paixão doentia por ele", afirmou o delegado Vieira.

Há cerca de dez dias, Flávia pediu que Cuzzuol a acompanhasse até uma clínica de aborto. No mesmo dia, uma amiga da amante, identificada apenas como Ana Paula, teria ido até a casa de Suelen "para conversar". Os policiais querem saber se durante a visita Ana Paula fez alguma ameaça ou se foi até o local para colher informações sobre a casa e o dia a dia na vila onde o casal morava.

"Diversas pessoas disseram que Suelen era inocente e deixava qualquer pessoa entrar na casa. Isso pode ter sido usado para conhecer casa", disse o delegado. Em depoimento, diversas testemunhas confirmaram que Suelen vinha sofrendo ameaças, inclusive por mensagens de texto no celular.

Suelen foi morta na manhã de segunda-feira, 07, na própria casa, no bairro Trindade, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. O corpo foi encontrado pela sogra dela, com um corte no pescoço. Testemunhas disseram ter visto dois homens deixando a vila com duas sacolas pretas nas mãos. Nada de valor foi levado, apenas algumas roupas de Rodrigo. O sigilo telefônico dos envolvidos será quebrado para ajudar nas investigações.

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