Delegado pede que pai de Isabella seja transferido

Segundo Reynaldo Peres, do 13º DP, 'os outros presos não querem ele (Alexandre) por perto'

Carolina Freitas, Agência Estado

12 de maio de 2008 | 16h50

O delegado do 13º DP, Reynaldo Peres, disse nesta segunda-feira, 12, à Agência Estado que Alexandre Nardoni, acusado de matar sua filha, Isabella, de 5 anos, precisa ser transferido daquele distrito, que fica na zona norte de São Paulo, por questões de segurança. "Os outro presos não querem ele por perto. Temos receio de que possa acontecer algo a ele aqui", afirmou Peres. Além de isolar Alexandre em uma cela individual na sexta-feira, o delegado encaminhou, no mesmo dia, um pedido de transferência do preso à Justiça.   Veja também: Juiz deve decidir sobre habeas-corpus de pai e madrasta na 3ª Audiência da entrevista da mãe de Isabella não supera a do casal Ameaçada, Anna Carolina Jatobá é transferida para Tremembé Imagens da prisão do casal  Leia a conclusão da Justiça sobre o inquérito Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella     Até o momento, no entanto, a Justiça não recebeu um pedido oficial de transferência, segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O que houve, segundo o TJ, foi um contato do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), da Secretaria de Segurança Pública (SSP), com o Departamento Técnico de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária (Dipo), da Justiça.   Nesse contato, o Decap foi informado que, por ser uma questão administrativa, a decisão sobre a transferência pode ser tomada pelo próprio Decap, no âmbito da SSP.  A assessoria da SSP, porém, informa que a decisão cabe à Justiça e que aguarda um posicionamento do TJ para dar cabo da transferência.   A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) também diz não ter sido notificada sobre qualquer decisão. Caberá à SAP, no caso da aprovação da transferência, indicar para onde Alexandre será levado, de acordo com as vagas disponíveis em Centros de Detenção Provisória (CDP) e presídios do Estado.   Alexandre está preso preventivamente desde a madrugada da última quarta-feira no 13º DP, acusado de homicídio culposo triplamente qualificado. Ele chegou a passar a noite de quinta-feira em uma cela com outros seis presos, mas rumores de rejeição por parte dos detentos fizeram Peres isolar Alexandre novamente em uma cela de 3 por 1 metros, sem janela, com apenas de um colchonete e uma privada. "Algo precisa ser feito", afirmou o delegado. "Nessa cela ele não pode continuar. Ela é imprópria e insalubre."   Liberdade   Os advogados de defesa de Alexandre e de sua mulher, Anna Carolina Jatobá, também acusada pelo crime, ingressaram com um pedido de habeas-corpus na sexta-feira. Além da liberdade do casal até a conclusão do processo, eles querem a anulação do despacho do juiz Maurício Fossen, que acolheu a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos acusados.   O desembargador Caio Canguçu de Almeida, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), analisa desde sexta o documento de 96 páginas entregue pela defesa e deve se pronunciar ainda esta semana.

Tudo o que sabemos sobre:
Caso isabella

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.