Delegado prorroga investigação e adia conclusão de inquérito do Hopi Hari

Inquérito deveria ser encerrado em 24 de março, mas ainda faltam laudos técnicos

Rose Mary de Souza, Especial Para o Estado de S. Paulo

21 Março 2012 | 17h15

CAMPINAS- O delegado de Vinhedo, interior de São Paulo, Alvaro Santucci Noventa Júnior, prorrogou por 30 dias o prazo para a conclusão de investigação das responsabilidades da morte da adolescente Gabriela Nichimura, 14 anos, que morreu ao cair do brinquedo Torre Eiffel do parque de diversões Hopi Hari em 24 de fevereiro.

O Torre Eiffel, cuja instalação lembra o monumento francês, simula uma queda de 70 metros de altura a uma velocidade de 96 km/h. Gabriela pode ter caído de uma altura entre 10 a 30 metros.

De acordo com o delegado, o inquérito deveria ser encerrado em 24 de março mas ainda faltam os laudos técnicos com a causa do acidente e a avaliação dos peritos sobre as condições do brinquedo. Os documentos devem ficar prontos no começo de abril e até o final do mês ele acredita que consiga finalizar o inquérito.

A Policia Civil e os dois promotores públicos que acompanham o caso já ouviram cerca de dez depoimentos entre familiares da vítima, operadores do brinquedo, outros funcionários do parque e testemunhas que presenciaram o acidente. O delegado pode convocar depoimentos de diretores e membros da gerência do Hopi Hari.

O delegado ainda espera os laudos conclusivos dos peritos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML). O delegado espera também as avaliações da fiscalização realizadas nos últimos 20 dias realizada dentro do parque. A fiscalização foi organizada pelo Ministério Público Estadual e concebida por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a MP e a direção do parque para uma varredura em todos os equipamentos do Hopi Hari.

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