Delegado que investigou caso Tayná fará teste de DNA

O delegado Silvan Rodney Pereira, primeiro delegado responsável pela investigação da morte da jovem Tayná Adriane, de 14 anos, no final de junho, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), e preso sob a acusação de torturar quatro jovens para que confessassem o assassinato e estupro da garota; foi intimado pela Justiça, juntamente com outros dez policiais também presos e acusados de tortura, a ceder material genético para que seja comparado com o sêmen encontrado na roupa da garota.

JULIO CESAR LIMA, Agência Estado

13 de setembro de 2013 | 19h21

Em entrevista à TV Bandeirantes, o delegado disse que não confia no Instituto Médico Legal (IML) e nem na Polícia Científica, mas não se recusará a fazer o exame. "Por mim, eu não forneceria o material, mas vou fazer exame para evitar especulação da minha parte. Não confio no IML para comparar meu material, principalmente após tantos erros. A perícia mais desconstruiu que colaborou com a investigação", afirmou.

O delegado também criticou o governador Beto Richa e disse que ele os havia abandonado. "O governador nos abandonou, não vemos nenhuma atitude por parte dele em nenhum sentido", reclamou.

A reclamação de Silvana acontece no mesmo dia em que Richa fez um pronunciamento contundente sobre o caso. "Nosso governo não admite nenhum tipo de desvio de conduta, somos intolerantes com esse tipo de situação e vamos dar uma resposta à sociedade", comentou o governador.

Os quatro rapazes que haviam sido presos estão sob o programa de Proteção às Testemunhas, fora do Paraná, mas ainda permanecem como suspeitos. Tayná foi morta na noite de 28 de junho e seu corpo foi encontrado estrangulado e suas roupas com sêmen.

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