Delegado responsabiliza enfermeira por aplicar vaselina

O delegado José Carvalho Pinto, do 73º Distrito Policial, no Jaçanã, na zona norte de São Paulo, afirmou hoje que a auxiliar de enfermagem Kátia Aragaki não foi induzida ao erro. A auxiliar de enfermagem foi indiciada por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) por ter aplicado vaselina em uma criança de 12 anos. "Existem protocolos para que não ocorra um erro. Ela não seguiu os protocolos. Não foi induzida ao erro, o erro foi dela", disse Pinto.

MARÍLIA LOPES, Agência Estado

13 de dezembro de 2010 | 14h46

Durante seu depoimento na quinta-feira, Aragaki confessou ter aplicado vaselina líquida, ao invés de soro fisiológico, na veia de Stephanie dos Santos Teixeira, que morreu no Hospital São Luís Gonzaga no dia 4 de dezembro. Ela havia dito que foi induzida ao erro, não somente porque os frascos eram iguais, mas também porque não é comum haver vaselina líquida naquele setor do hospital.

O delegado visitou o Hospital São Luís Gonzaga na semana passada para verificar como são armazenados os frascos com medicação. Segundo ele, todos os frascos tem identificação. "Os frascos são parecidos, mas tem o rótulo informando o que cada um contém."

Pinto afirmou que Aragaki é a única indiciada e o inquérito será finalizado assim que chegarem os dois laudos do Instituto de Criminalística (IC), uma perícia dos frascos e um laudo necroscópico. Segundo o delegado, os laudos devem ser finalizados em 15 dias.

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