Delegado vai ouvir donos e funcionários da Noar

O delegado que preside o inquérito que apura o acidente da aeronave da Noar Linhas Aéreas, Guilherme Mesquita, quer ouvir, ainda nesta semana, os donos e funcionários da empresa, especialmente os que trabalham na manutenção dos aviões. "Esta é agora a minha prioridade", afirmou, depois de encaminhar para a perícia da Secretaria de Defesa Social o original de um caderno com relatos dos pilotos apontando supostas irregularidades na aeronave que sobrou à empresa (o PR-NOA) após o acidente, ocorrido na quarta-feira, 13, no Recife.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

18 de julho de 2011 | 19h52

O documento, entregue à TV Globo, foi encaminhado ontem à delegacia de Boa Viagem e foi motivo de um registro de furto, pela Noar Linhas Aéreas, no sábado, 16. Para o delegado, não houve furto, mas desvio de um caderno para dar publicidade aos fatos, por isso não será aberto inquérito. Ele pretende ouvir testemunhas do acidente, além de "decifrar" todas as informações contidas no caderno, para embasar os depoimentos da direção e funcionários da Noar.

No caderno, de capa dura, os pilotos e copilotos registraram problemas que vão desde superaquecimento do motor a luzes queimadas, fone do comandante que não funcionava e indicação trocada das luzes de aviso dos motores direito e esquerdo.

Em nota divulgada na noite de hoje, a Noar afirma que "todas as percepções e relatos dos nossos tripulantes acerca das condições das aeronaves são tratados com a devida responsabilidade e solucionados por nossos especialistas em manutenção". A empresa reitera que continua à disposição das autoridades aeronáuticas - Centro de Investigação de Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para assuntos técnicos e operacionais.

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