Demanda por voos sobe em dezembro; oferta de assentos tem forte queda

A demanda por transporte aéreo no Brasil bateu recorde para o mês em dezembro, ainda que com crescimento de apenas 2,37 por cento, mas a oferta de assentos em aeronaves recuou mais de 7 por cento contra um ano antes, informou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta segunda-feira.

Reuters

21 de janeiro de 2013 | 09h26

Ao longo de 2012, as grandes companhias aéreas do país têm reduzido oferta, numa estratégia de melhorar seus resultados com ocupação maior de suas aeronaves diante de preços elevados de combustíveis e cenário de câmbio desfavorável.

Segundo os dados da Anac, a demanda por voos domésticos cresceu 2,37 por cento no mês passado, "maior nível de demanda para o mês de dezembro desde o início da série, em 2000". Já a oferta de assentos nos aviões caiu 7,39 por cento, na mesma base de comparação.

Com isso, a taxa de ocupação de aeronaves em voos domésticos atingiu 77,73 por cento em dezembro, ante 70,72 em igual etapa de 2011, também no melhor nível desde que a contagem começou.

A Anac informou que Avianca e TAM, do Grupo Latam, tiveram as maiores taxas de ocupação em dezembro entre as empresas aéreas com participação em voos domésticos acima de 1 por cento. A Avianca apurou 82,27 por cento e a TAM registrou taxa de 81,89 por cento.

Em dezembro, a líder TAM teve participação nos voos domésticos de 43,66 por cento em dezembro, ante 40,46 por cento no mesmo mês de 2011.

Enquanto isso, a Gol, que decidiu encerrar as atividades da Webjet em novembro passado, viu sua fatia recuar para 34,42 por cento em dezembro, de 35,06 por cento um ano antes. Em seguida aparece a Azul, que elevou sua participação para 10,45 por cento, na mesma base de comparação. A Trip, em processo de fusão com a Azul, subiu para 4,53 por cento, enquanto a Avianca avançou para 6,45 por cento.

No fechado de 2012, a demanda aérea doméstica cresceu 6,79 por cento, no pior resultado para o setor desde 2003, quando houve retração de 5,89 por cento, segundo a base histórica da Anac.

A oferta de assentos no ano passado subiu 2,72 por cento, também o pior número desde 2003. A taxa de ocupação no último ano foi de 72,95 por cento, ante 70,17 por cento em 2011, segundo a Anac.

Na semana passada, a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) afirmou que espera um crescimento de 9 a 9,5 por cento na demanda do setor aéreo brasileiro em 2013, dependendo da evolução da economia.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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