Dengue coloca 71 cidades do País em estado de alerta

Cinco cidades estão em situação de risco e outras 71 (incluindo 14 capitais) em estado de alerta para a dengue, segundo a edição de 2008 do Levantamento Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa). Isso significa que 28.085.298 de pessoas vivem em áreas fora dos padrões considerados adequados para evitar um surto da doença. Embora ainda muito preocupantes, os indicadores, divulgados hoje, mostram uma melhora em relação ao ano passado: o percentual de municípios em estado de risco caiu de 10% para 6,3%. Em contrapartida, houve aumento das cidades em consideradas em situação satisfatória: de 53,8% em 2007, para 57,8% neste ano. O número das cidades classificadas em estado de alerta manteve-se estável: 36,2% em 2007, e 35,8% em 2008. Apesar do desempenho um pouco melhor no levantamento este ano, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou que cidades redobrem os cuidados para o combate ao mosquito. O desempenho do Rio em relação ao ano passado melhorou (de 3,7% para 2,9%), mas ainda está longe de ser considerado ideal. A cidade ainda está em estado de alerta e, em alguns bairros, o índice de infestação chega a 10,8%. Para Fabiano Pimenta, da Secretaria de Vigilância em Saúde, um outro local foco de grande preocupação é a Baixada Fluminense, sobretudo São Gonçalo. Além do Rio e Baixada, Pimenta cita ainda necessidade de concentrar atenção de combate à doença em Salvador e Itabuna. No Estado de São Paulo, a cidade que mais preocupa é São Sebastião. O Liraa na cidade foi de 2,8%. Outras duas cidades em São Paulo estão em estado de alerta: Piracicaba (com 1,3%) e Ribeirão Preto (1,1%). Apesar dos indicadores, Pimenta afirma ser possível reduzir de forma significativa o número de criadouros do mosquito até janeiro, quando tradicionalmente o número de casos ganha força. O Liraa começou a ser usado no País em 2004. O levantamento faz uma análise da quantidade de criadouros por domicílios analisados. O índice considerado aceitável é de 1 criadouro até 100 casas visitadas. Cidades que apresentem percentual de até 3,4% são consideradas em situação de alerta. Acima desse percentual, é considerada situação de risco.

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