Denise Abreu diz não ser culpada por acidente da TAM

Defesa da ex-diretora da Anac afirmou em nota que responsabilizá-la 'seria um absurdo jurídico'

Carolina Freitas, Agência Estado

14 Novembro 2008 | 20h59

A defesa da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, reagiu nesta sexta-feira, 14, à possibilidade de ela ser responsabilizada criminalmente pelo acidente com o Airbus A320 da TAM, em julho de 2007, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. "Seria um absurdo jurídico", afirmou o advogado de Denise, Roberto Podval, em nota. "Não há qualquer nexo ou ligação de causa e efeito entre o trágico acidente e a atuação de Denise Abreu no colegiado que dirigia a Anac."   Veja também: Em nota, Anac diz que não recebeu laudo do acidente da TAM Anac rebate IC e diz que cumpriu regras de segurança Familiares recebem bem fim de inquérito da tragédia da TAM Perícia aponta falhas de TAM, piloto, pista e Anac em acidente Laudo do IC destaca 'stress' da tripulação do vôo 3054 Inquérito sobre o vôo 3054 aponta 10 responsáveis  No pouso, piloto errou posição de manetes do Airbus O que mudou - e o que não mudou - desde o acidente da TAM  TV Estadão: Os registros das câmeras de segurança na hora do pouso Os nomes e as histórias das vítimas do acidente da TAM  Famílias de vítimas da TAM entregam projeto de memorial Tudo o que foi publicado sobre a tragédia do vôo 3054    Podval destaca ainda o fato de que outros quatro diretores atuavam ao lado de Denise, "sob o comando do presidente Milton Zuannazzi", alfinetou. "O acidente não teria ocorrido se os manetes do avião estivessem na posição correta."   Denise era diretora da agência quando o avião da TAM varou a pista do Aeroporto de Congonhas e se chocou contra um prédio, matando 199 pessoas. O relatório final da investigação do acidente foi entregue na quarta-feira, 12, à direção do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo indica que dez altos funcionários e integrantes da cúpula da Anac na época do acidente devem ser enquadrados por atentado contra a segurança de transporte aéreo.

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