Dentista e filhos podem ser cremados em Portugal

A família da dentista morta com os dois filhos em uma explosão na residência em que moravam em Portugal discutem com o marido da vítima a possibilidade de os corpos serem cremados naquele país. As cinzas seriam então trazidas para Cristais Paulista, cidade natal da dentista, no interior do Estado de São Paulo.

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA A AE, Agência Estado

23 de agosto de 2012 | 18h58

Um dos motivos para a decisão são os custos elevados do translado dos corpos, a situação em que se encontram - não seria possível serem velados em caixão aberto -, e a demora do processo de liberação e viagem. Mas a definição final deve ser tomada somente nesta sexta-feira, segundo familiares.

O incêndio ocorreu às 10h (14h no horário de Brasília) desta quarta-feira (22), quando a polícia foi acionada e encontrou Luciana Pinheiro Gioso, de 40 anos, e seus filhos Letícia, de 10 anos, e Leonardo, de 12 anos, mortos dentro do quarto da mulher. Em um primeiro momento, policiais portugueses disseram acreditar que a explosão tivesse sido causada por vazamento de gás.

Nesta quinta-feira, porém, surgiu uma nova versão. De acordo com informações da polícia portuguesa, havia vestígios de gasolina no quarto onde estavam as vítimas. Diante disso, foi levantada a hipótese de a advogada ter ateado fogo ao imóvel após se trancar com os filhos no quarto. O motivo seria um suposto quadro de depressão.

Familiares não falam sobre a possibilidade e dizem que a advogada esteve no mês passado no Brasil visitando amigos e familiares. "Ela demonstrava estar muito feliz e não aparentava ser alguém que poderia fazer isso", disse uma amiga, que pediu para não ser identificada.

O marido, que também é dentista, morava com a família, mas não estava no momento do acidente, pois tinha saído para trabalhar algumas horas antes. O casal tinha um consultório odontológico. Eles moravam em um condomínio na Quinta do Sobral, na Vila Real de Santo António. Parentes da dentista que residem em Cristais Paulistas dizem estar ainda muito abalados.

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