Dependente químico pede para ser acorrentado no RS

O dependente químico R.C., de 29 anos, ficou acorrentado em casa por dois dias, por decisão própria, para resistir à tentação de sair em busca de pedras de crack, em São Leopoldo, no Vale do Sinos (RS). Na segunda-feira à noite, admitindo que destruía a própria vida e a dos pais, ele pediu à família que o prendesse à cama até conseguir tratamento. Hoje, foi encaminhado a um centro de reabilitação em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre."Estamos retomando a esperança", afirmou o pai, o aposentado Adalberto Carvalho, de 59 anos, na expectativa de que, dessa vez, o filho se submeta a tratamento. Em tentativas anteriores, R.C. fugiu e retomou o vício. "Agora, ele vai ocupar-se de coisas saudáveis, como trabalhos na carpintaria", afirmou acreditar o pai, que mudou de residência três vezes nos últimos anos para prestar assistência e tentar fazer o dependente químico superar o vício.

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