Depósito de média radioatividade tem de sair até 2018

Além dos resíduos de alta radioatividade, usinas nucleares produzem rejeitos de baixa e média intensidade. São resinas, elementos da água usada no circuito de resfriamento do reator, restos de luvas, filtros e tecidos que ficaram contaminados. Eles são geralmente acondicionados em depósitos e concretados. No Brasil, o Ibama estabeleceu que um depósito definitivo deve ser construído até 2018.

, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2011 | 00h00

"Existem cerca de 20 depósitos definitivos com esse perfil no mundo, entre eles o de Abadia de Goiás, onde estão resíduos do césio 137 que causou o acidente em Goiânia", diz Leonam dos Santos Guimarães, assessor da presidência da Eletronuclear, referindo-se ao pior episódio de contaminação do País, que deixou 4 mortos em 1987. "Várias possibilidades estão sendo consideradas, inclusive a de aumentar o depósito de Goiás."

O prefeito da cidade, Valdeci Mendonça (PMDB), diz que a população convive bem com o depósito, mas a ampliação terá de ser discutida. "Lutei para nos livrar do estigma de "Cidade do Césio". Ainda somos preteridos por grande indústrias alimentícias por conta disso. Acabamos de perder uma de ração animal que optou por uma cidade vizinha."

Até o ano passado, a cidade recebia pouco mais de R$ 5 mil mensais da CNEN para guardar os despojos. "Consegui aumentar o valor para R$ 24 mil, mas ele é decrescente: conforme cai o teor de radioatividade, cai também a contrapartida."

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