Deputado propõe 'vigilantes' contra acidentes em obras

O deputado estadual e líder sindical Ramalho da Construção (PSDB-SP) vai levar ao prefeito da Capital, Fernando Haddad (PT), nesta terça-feira, 10, uma proposta de criação de vigilantes da vida na construção, destinada a evitar acidentes em canteiros de obra em São Paulo.

Agência Estado

09 de setembro de 2013 | 19h34

"Temos de criar mecanismos para inibir fatos como o que recentemente aconteceu em São Mateus, na zona leste, quando um prédio em construção desabou, levando 10 operários à morte e deixando outros 26 feridos", destacou o deputado, que também é o presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo).

Segundo ele, "a hora é a de agir. Não há tempo de ficarmos apontando responsabilidade, pois essa missão é destinada à Justiça. Nossa obrigação é impedir que empreiteiros que pensam apenas no lucro fácil fiquem criando verdadeiras armadilhas para nossos trabalhadores", emendou.

A base da proposta de criação de vigilantes da vida na construção é a de formar uma equipe de fiscais, envolvendo o sindicato, o poder público e a sociedade civil organizada. "Além de podermos colaborar na fiscalização, também teremos canais para denunciar. Quem sabe no próprio site da Prefeitura seja criado um espaço para este fim", antecipou o sindicalista.

Ramalho lidera na Assembleia Legislativa a instalação da frente parlamentar por uma construção cidadã, cujo objetivo é a criação de um fórum para analisar, debater, estudar e encontrar soluções para evitar tragédias em canteiros de obras.

O deputado diz que também irá solicitar audiência com Luiz Antônio de Medeiros, titular da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), e com o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias. "Se não conseguirmos sensibilizar as autoridades para o assunto, então só nos restará colocar o sindicato na porta das obras irregulares e parar com essa fábrica de acidentes e mortes".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.