Deputado republicano dos EUA volta a se desculpar por fala sobre estupro

O deputado republicano norte-americano Todd Akin divulgou nesta terça-feira um novo anúncio em que pede desculpas por uma polêmica declaração sobre o estupro, mas resistiu à pressão para desistir de disputar uma vaga no Senado pelo Missouri.

Reuters

21 de agosto de 2012 | 11h23

No domingo, Akin disse numa entrevista para uma emissora de TV que as mulheres possuem mecanismos biológicos para não engravidarem em caso de "estupro legítimo", e que por isso seria dispensável conceder o direito ao aborto para vítimas de estupros.

Os comentários colocaram o polêmico tema do aborto em primeiro plano na campanha eleitoral norte-americana, e até mesmo alguns republicanos --inclusive o pré-candidato presidencial Mitt Romney-- o criticaram, pedindo que ele renuncie à candidatura.

"O estupro é um ato mau", diz Akin no anúncio divulgado na Internet. "Usei as palavras erradas da forma errada, e por isso peço desculpas. O fato é que o estupro pode levar à gravidez. A verdade é que o estupro tem muitas vítimas. O erro que cometi foi nas palavras que eu disse, não no coração que eu tenho. Peço o perdão de vocês."

Akin, que lembrou ser pai de duas filhas, manifestou solidariedade às vítimas desses crimes e prometeu lutar por "justiça dura" para os estupradores.

A terça-feira é o último dia para a inscrição de candidatos na disputa do Missouri. Ao menos até a entrevista de domingo, Akin era visto como favorito para derrotar a democrata Claire McCaskill, candidata à reeleição.

(Reportagem de Susan Heavey)

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