Deputado tucano quer saber quem pagou espião

Líder do PSDB na Câmara, José Aníbal foi alertado pela polícia de que tinha celular grampeado

Da Redação, Agência Estado

08 Janeiro 2009 | 07h51

O deputado federal José Aníbal, líder do PSDB na Câmara dos Deputados, quer saber quem contratou detetives particulares para espioná-lo. Nesta quarta, 7, após a prisão de nove suspeitos de integrar o esquema desarticulado pela Operação Spy 2, o político telefonou para o secretário da Segurança Pública, Ronaldo Bretas Marzagão, cobrando providências. "Parabenizei a Polícia Civil de São Paulo, sei que ela é competente, mas faço questão de saber quem está por trás disso", afirmou Aníbal.     Veja também: Quadrilha quebrava sigilo para espionar políticos   Há dois meses, quando estava prestes a embarcar num voo para Brasília, o deputado recebeu uma ligação de policiais paulistas. Dois delegados do Departamento de Investigações Sobre Crime Organizado (Deic) foram pessoalmente encontrá-lo para dizer que ele havia sido vítima da quadrilha chefiada por detetives particulares. "Eles disseram que, durante a investigação, flagraram uma mulher solicitando dados sobre um celular de Brasília e suspeitavam que fosse meu", lembra Aníbal. Depois de telefonemas para assessores veio a confirmação: o número era de um celular usado pela secretária de seu gabinete.Ao voltar para Brasília, Aníbal se reuniu com os deputados Marcelo Itagiba (PMDB), ex-delegado da Polícia Federal e presidente da CPI das Escutas Telefônicas, e Carlos Sampaio (PSDB-SP), ex-promotor de Justiça, para saber quais providências deveria tomar. Dias depois, Aníbal e Sampaio foram juntos ao Deic. O líder tucano foi ouvido por seis delegados.

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