Desabamento de 3 prédios no centro do Rio deixa 19 desaparecidos

Mais de cem homens da corporação dos bombeiros do Rio de Janeiro trabalham nesta quinta-feira na buscas de vítimas do desabamento de três prédios no centro da cidade na noite de quarta-feira. Há pelo menos 19 desaparecidos, segundo informou a Secretaria Municipal de Assistência Social, com base em relatos de parentes e amigos das pessoas que estariam no prédio.

REUTERS

26 de janeiro de 2012 | 08h05

Cinco pessoas com ferimentos leves foram resgatadas na noite de quarta-feira e atendidas em um hospital próximo.

A causa do desabamento teria sido um possível dano estrutural, de acordo com autoridades. Os bombeiros usam cães farejadores, retro-escavadeiras e equipamentos hidráulicos na operação de busca e salvamento.

Os desabamentos ocorreram pouco antes das 21h30, horário de baixa circulação de pessoas no centro do Rio e de menor movimento nos prédios comerciais.

Os prédios que ruíram tinham vinte, 10 e 20 e 4 andares e ali funcionavam escritórios de empresas e lojas de diversos serviços, incluindo uma agência bancária no térreo. Eram prédios antigos e históricos, ao lado do Teatro Municipal, que foi restaurado recentemente e é um dos pontos turísticos do Rio de Janeiro.

Segundo testemunhas que passavam pela rua Treze de maio, onde ficavam as edificações, inicialmente foi possível ouvir estalos nos edifícios; em seguida, rebocos começaram a cair na rua e depois os prédios vieram a baixo. Houve pânico, correria e desespero. O cenário parecia de guerra.

Uma densa nuvem de poeira cobriu o centro. Carros que estavam estacionados e pedestres ficaram cobertos de poeira e escombros. "Parecia um terremoto. Primeiro caíram blocos de concreto do prédio. Começaram a cair vários e as pessoas começaram a correr. Depois caiu tudo de um vez", disse a jornalistas uma testemunha que se identificou apenas como Gilberto e que afirmou ter visto o desabamento.

As causas do acidente estavam sendo apuradas. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que esteve no local do acidente, descartou a possibilidade de explosão de gás. "Não sabemos a causa, mas o mais provável é que não houve explosão e o mais provável é que houve dano estrutural", afirmou Paes, que mais tarde confirmou que um dos prédios passava por obras.

Segundo relato de um funcionário da Defesa Civil, ouvido pela TV Globo News nesta quinta-feira, havia uma obra no sexto andar de um dos prédios e está sendo investigado se poderia ter causado o desastre.

RUAS INTERDITADAS

Ruas e avenidas perto do local foram interditadas e não há prazo para serem reabertas. Prédios próximos também foram isolados e interditados pela Defesa Civil

Uma esquema especial de trânsito foi montado de madrugada para evitar o caos no centro do Rio nesta quinta-feira. "Pedimos à população que não venha de carro para o centro do Rio nesta quinta-feira", disse a presidente da CET-Rio, Cláudia Secin.

Algumas estações do metrô perto do desabamento serão interditadas por precaução.

No ano passado, uma explosão provocada por um vazamento de gás causou a morte de 4 pessoas também no centro do Rio e 17 ficaram feridas.

Em outubro do ano passado, três pessoas morreram e 17 ficaram feridas após uma explosão provocada por vazamento de gás num restaurante na movimentada área da Praça Tiradentes, também no centro do Rio.

A explosão aconteceu por volta das 7h30 da manhã, enquanto o local ainda estava fechado para o público. Os mortos foram dois funcionários e uma pessoa que passava na rua no momento da explosão.

O Rio, que vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, está passando por uma série de reformas em diferentes pontos da cidade para preparar sua infraestrutura para os grandes eventos.

No entanto, problemas no transporte público, falta de energia, entre outros serviços, são recorrentes no dia a dia da cidade.

(Reportagem de Fábio Couto, Pedro Fonseca e Rodrigo Viga Gaier; Edição de Maria Teresa de Souza)

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