Desafio será oferecer currículos adequados

Com o ensino fundamental de nove anos implantado em praticamente todo o País a partir deste ano, em que se torna obrigatório, o grande desafio das redes públicas será oferecer um currículo adequado para cada faixa etária. "Não devemos ter problemas de vagas. O mais complexo é inserir a criança de 6 anos em um projeto pedagógico específico para sua idade", afirma Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação.

Luciana Alvarez, O Estadao de S.Paulo

31 Dezembro 2009 | 00h00

Em 2009, segundo o ministério, 92% dos municípios do Brasil já haviam matriculado as crianças de 6 anos no 1° ano do ensino fundamental de nove. Em 2010, o índice deve chegar a 98%. "Os problemas serão exceções, casos pontuais", diz Maria do Pilar.

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, defende que haja também uma reestruturação do ensino fundamental. "Não basta trocar a plaquinha da classe de pré para 1º ano", diz. "A ideia é ter uma primeira etapa - os três primeiros anos - para alfabetizar completamente e com qualidade, respeitando o tempo de cada criança." Se o trabalho for bem feito nesse período, problemas que comprometem o sucesso escolar no futuro serão evitados, diz.

A maioria dos educadores concorda que a implantação do ensino fundamental de nove anos é positiva. Mas apenas o ano extra não é suficiente para elevar a qualidade do aprendizado, alerta Ruben Klein, especialista em avaliação da Cesgranrio. "O Rio tem o ensino fundamental de nove anos - com a classe alfabetização - há mais de 20 anos e nem por isso obtém resultados superiores nas avaliações da educação."

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