Descarrilamento de trem mata 22 na Rússia

Autoridades russas falam em sabotagem, provocando o temor de uma ação terrorista[

MOSCOU, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

Pelo menos 22 pessoas morreram e 55 ficaram feridas ontem quando um trem expresso, que ia de Moscou para São Petersburgo, descarrilou perto da cidade de Bologoya, cerca de 350 quilômetros a noroeste da capital russa, informaram funcionários do serviço de emergência.

A companhia ferroviária estatal disse que o descarrilamento pode ter sido resultado de uma sabotagem, provocando o temor de uma ação terrorista.

Segundo o Ministério de Situações de Emergência, 3 dos 14 vagões do Expresso Nevsky saíram dos trilhos na Província de Tver. No entanto, a companhia ferroviária disse que 4 vagões descarrilaram e mais de 50 pessoas foram levadas a 2 hospitais da área. O trem transportava 633 passageiros e 20 funcionários.

"Um buraco de um metro de diâmetro foi encontrado perto do trilho do trem. Testemunhas ouviram um forte ruído antes do acidente. Todos esses detalhes apontam para um possível ato de terrorismo", disse anonimamente uma fonte do serviço de segurança de Moscou à agência Interfax.

"Ouvimos dizer que pode ter sido um ato terrorista", disse um funcionário da companhia ferroviária, sob condição de anonimato.

Horas antes, agências de notícias citaram funcionários da área de transporte dizendo que o acidente poderia ter sido provocado por uma falha elétrica.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, foi imediatamente informado sobre o descarrilamento e o chefe do departamento de ferrovias da Rússia, Vladimir Yakunin, seguiu para o local do acidente.

Em 2007, 30 pessoas ficaram feridas no descarrilamento de vagões do mesmo Expresso Nevsky após uma explosão danificar os trilhos. Dois suspeitos do ataque foram presos e estão sendo julgados pela explosão na cidade de Novgorod, noroeste da Rússia. Eles são suspeitos de ter ligações com o líder dos rebeldes chechenos, Doku Umarov.

Os atentados sofreram uma drástica redução na Rússia desde que Moscou conseguiu conter a insurgência islâmica na Província da Chechênia, norte do Cáucaso.

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