Descoberta genética pode ajudar em problemas do sono

Uma pista recém-descoberta sobre o funcionamento de uma proteína indica o caminho para tratamentos mais eficientes para doenças relacionadas ao sono. Um gene que afeta o relógio interno do corpo não funciona do modo como se pensava inicialmente, informam pesquisadores na edição online do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.Cientistas imaginavam que uma mutação do gene CK1, conhecida como mutação tau, atrasava a atividade do gene, o que permitia que o relógio biológico corresse mais depressa. Mas agora pesquisadores informam que a mutação acelera o relógio do corpo estimulando o gene, e não reprimindo sua atividade."A chave para desenvolver tratamentos para problemas como depressão e insônia - ligados ao ritmo circadiano - é prever como o relógio biológico pode ser controlado", diz nota do médico David Virshup, do Instituto de Câncer Huntsman, da Universidade de Utah. O ritmo circadiano é o ciclo de atividade do corpo humano, tal como definido pelos períodos de sono e vigília. Uma proteína chamada PER ajuda a acertar o relógio biológico, e os pesquisadores estudaram como a PER se degrada dentro das células. A teoria anterior previa que a mutação tau levaria a PER a se acumular rapidamente. Quando testaram a idéia em células de ratos, porém, o ritmo circadiano acelerou enquanto o gene CK1 se tornava mais ativo, e a PER desaparecia mais depressa que o normal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.