Descobertas do pré-sal podem chegar a 35 bi boe, diz MME

As descobertas de petróleo do pré-sal brasileiro podem chegar a 35 bilhões de barris recuperáveis de óleo equivalente (boe), em uma estimativa conservadora, disse nesta terça-feira um representante do Ministério de Minas e Energia.

Reuters

12 de março de 2013 | 13h50

"As descobertas do pré-sal já avaliadas sugerem que temos um volume de óleo recuperável que é mais que duas vezes as reservas provadas brasileiras. Ou seja, podemos triplicar nossas reservas apenas com os volumes já avaliados", afirmou o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, durante um fórum sobre o setor de petróleo, no Rio de Janeiro.

As reservas provadas de petróleo do Brasil estão estimadas em 14,52 bilhões de barris, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sem considerar o gás --o número da ANP exclui reservas de campos sem plano de desenvolvimento aprovado e que não iniciaram produção.

Almeida citou que o volume de reservas descobertas no pré-sal seria de 35 bilhões de barris, mas ressalvou que essa seria uma "estimativa conservadora".

"Existe um potencial enorme no pré-sal e isso vai ser desenvolvido com o tempo. E à medida que o tempo passa a gente vai ter surpresas bastante agradáveis."

Analistas têm dito que o volume total de reservas do pré-sal, considerando áreas ainda não exploradas, poderia ser de cerca de 100 bilhões de barris recuperáveis, ou o suficiente para atender toda a atual demanda de óleo dos EUA por aproximadamente 14 anos.

CARCARÁ

Como exemplo das grandes áreas do pré-sal, Almeida citou o bloco BM-S-8, operado pela Petrobras na bacia de Santos. Segundo ele, há reservas de 1 bilhão de barris no bloco.

"São descobertas completamente diferentes, porque têm uma área pequena, mas com uma espessura muito grande. Isso muda completamente a perspectiva (para as reservas)."

A Petrobras anunciou no início de janeiro que concluiu a perfuração do poço Carcará, no bloco BM-S-8, e disse na ocasião que os dados coletados reforçavam a expectativa de "elevado potencial" da área.

O consórcio de Carcará tem participação majoritária da Petrobras, em parceria com a Petrogal Brasil, Barra Energia e Queiroz Galvão Exploração e Produção.

LEILÃO

Ainda sobre pré-sal, Almeida reafirmou que o primeiro leilão de áreas do pré-sal sob o novo regime, o de partilha da produção, que garante uma fatia maior de ganhos ao Estado, deve ocorrer em 28 de novembro.

Ele projetou que os questionamentos aos novos critérios de divisão dos royalties já estejam encerrados para a realização do leilão.

"Até novembro, quando vou ofertar área da Bacia de Santos, eu certamente já terei esse assunto resolvido pelo Supremo Tribunal Federal", disse Almeida.

O secretário disse ainda que o primeiro leilão de áreas para exploração de gás não convencional, também conhecido como gás de xisto, deve ocorrer em 30 e 31 de outubro.

No final de fevereiro o ministro Edison Lobão já havia confirmado a antecipação desta rodada, que inicialmente estava prevista para dezembro.

O Brasil detém reservas de gás não convencional, mas ainda não as explora com intensidade.

(Por Rodrigo Viga Gaier, texto de Gustavo Bonato)

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