Desde abertura, USP Leste gera polêmica

Desde o início de seu funcionamento, em 2005, as polêmicas envolvendo a USP Leste se sucedem. No início do ano passado, por exemplo, um estudo feito por professores da USP recomendou o fechamento de 330 vagas: 80 em Ciências da Natureza e 10 em Gerontologia.

O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2012 | 03h03

Haveria ainda a extinção de uma graduação, a de Obstetrícia - egressos do curso têm enfrentado problemas para conseguir emprego por dificuldades em obter registro profissional. Depois da manifestação de estudantes e docentes, a comissão de graduação da unidade manteve o curso.

Os números da evasão reforçam os problemas da unidade. A USP Leste nunca perdeu tantos alunos como em 2011, quando o índice de evasão chegou a 37% (quase o dobro da média geral da instituição, que está por volta de 20%). Os índices são maiores nos cursos menos conhecidos no mercado e, portanto, com menor concorrência no vestibular.

É o caso de Ciências da Natureza, que teve 55% de evasão e a menor concorrência da unidade: 1,53 candidato por vaga.

Uma parcela significativa de matriculados também acaba saindo da unidade por transferências. Desde a inauguração da Each, 15,5% dos matriculados migraram para outros cursos.

Futuro. A esperança de aumentar a atratividade do câmpus e garantir uma maior permanência dos alunos recai sobre a inauguração de um prédio da Escola Politécnica que vai abrigar o novo curso de Engenharia da Computação, com 60 vagas e ainda sem prazo para ser aberto.

Na construção desse complexo está previsto o montante de R$ 30 milhões. Outros R$ 66 milhões devem ser investidos em prédios de pesquisa, laboratórios, centro de convenções e uma piscina laboratório. A soma dos investimentos, R$ 96 bilhões, é quase o valor aplicado na criação do câmpus: pouco mais de R$ 100 milhões.

A previsão é de que as obras estejam concluídas até 2014. /O.B

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