Desmantelado grupo que explorava madeira nobre

Madeira seria usada para fabricar instrumentos musicais; suspeitos vão responder por crime ambiental em MG

ALINE RESKALLA , ESPECIAL PARA O ESTADO, BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

12 Maio 2012 | 03h02

Sete meses após a conclusão das investigações da Operação Woodstock, que levou o Ministério Público Federal a denunciar 23 pessoas em Minas Gerais por exportação ilegal de madeira nobre, a Polícia Federal desmantelou ontem um esquema de exploração ilegal de jacarandá-da-baía no Estado que pode ter ligação com a quadrilha descoberta em 2007. Essa madeira é utilizada para a fabricação de instrumentos musicais.

A PF cumpriu cinco mandados que resultaram na apreensão de grande quantidade da madeira, além de equipamentos para confecção de instrumentos musicais, especificamente violão e guitarra.

As buscas foram feitas em galpões nos municípios de Monte Formoso, Ouro Preto, Nova Lima, Belo Horizonte e Matozinhos.

Cinco pessoas chegaram a ser presas, mas foram interrogadas e liberadas. Elas vão responder a processo por crime ambiental e podem pegar até quatro anos de prisão.

De acordo com um delegado da PF de Minas que pediu para não ter o nome divulgado, a operação W2 é um desdobramento da Woodstock, que resultou na prisão de 15 pessoas. Segundo ele, a PF investiga o possível elo entre os dois grupos, uma vez que a madeira é a mesma e era utilizada para o mesmo fim. Estima-se que a quantidade utilizada em apenas um violão pode ser vendida por até US$ 800 nos Estados Unidos. Segundo ele, o material será periciado e enviado para o Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.