Desmate da Amazônia emite 1,5% do CO2 global

O Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgará hoje, em Brasília, dados que apontam para uma forte queda na emissão de dióxido de carbono (CO2) proveniente do desmatamento na Amazônia. Eles representam 1,5% dos gases-estufa no mundo, ante cálculos anteriores de cerca de 5%. O resultado é consequência da queda da derrubada da floresta nos últimos quatro anos.

João Domingos, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2009 | 00h00

O diretor-geral do Inpe, Gilberto Câmara, estimara, em agosto, que o índice seria de aproximadamente 2,5%. Já o pesquisador Jean Ometto, também do Inpe, havia informado na semana passada que a contribuição do desmatamento da Amazônia seria inferior a 5% das emissões de CO2 do mundo, e não apenas do Brasil, como erroneamente informou ontem o Estado na primeira página e na pág. A14.

Ontem, no Twitter, Gilberto Câmara escreveu que sua estimativa de 2,5% seria uma informação dentro da margem de erro. E afirmou em seguida que as emissões da Amazônia em 2008 foram de cerca de 1,5%. A assessoria de imprensa do Inpe confirmou a informação.

Segundo o Inpe, o desmatamento contribuiu consideravelmente para as emissões globais de dióxido de carbono. Por isso, o instituto se propôs a ter medidas confiáveis sobre a quantidade CO2 lançado à atmosfera pela retirada das florestas tropicais. O estudo pode responder qual a contribuição do desmatamento na Amazônia Legal para as emissões globais de CO2.

Para o cálculo das emissões, foram considerados os dados do sistema Prodes, que monitora por satélite e quantifica as áreas desmatadas na Amazônia. O estudo apresenta resultados até 2008 e projeções até 2020, sendo que um dos cenários considera a redução de 80% do desmatamento em relação aos níveis atuais, meta voluntária proposta pelo governo para a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15), em Copenhague, no mês que vem.

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