Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Desmonte de Elevado provoca mudanças viárias no Rio

Avenida Rio Branco terá a mão invertida em um trecho, no dia 1º, e mão dupla em outra parte, a partir do dia 8

Thaise Constancio , Agência Estado

17 de janeiro de 2014 | 14h44

Uma das principais vias de ligação entre o centro e a zona sul do Rio, a Avenida Rio Branco, terá a mão invertida em um trecho, no dia 1º, e mão dupla em outra parte, a partir do dia 8. A intenção das mudanças é absorver o impacto do fechamento do Túnel Engenheiro Carlos Marques Pamplona, popularmente denominado Mergulhão da Praça XV, que conecta o centro ao Aterro do Flamengo. Duas semanas antes, em 25 de janeiro, o Elevado da Perimetral, que ligava o Grande Rio ao centro, será completamente fechado e desmontado.

As obras e mudanças viárias terão "grande impacto na mobilidade do centro", de acordo com o prefeito Eduardo Paes (PMDB). Além de mão dupla a partir da Avenida Presidente Vargas, a Rio Branco será fechada para carros particulares. Somente ônibus e táxis poderão circular pela via, mas os carros de praça não poderão parar na avenida.

Carros. Para os automóveis, serão criados dois corredores em vias paralelas à Rio Branco. Quem chega à região central pelo Aterro do Flamengo, partindo da zona sul, passará pela Avenida Presidente Antônio Carlos, seguindo pela 1º de Março, até chegar ao trecho da Rio Branco que terá a mão invertida, no sentido Praça Mauá.

Quem chega pela Via Binário do Porto, tendo como ponto de partida a Avenida Brasil, Ponte Rio-Niterói e Linha Vermelha, deverá passar pela Rua Camerino e Avenida Passos até chegar à Lapa, para então acessar o Aterro. Todas as ruas são sinalizadas e cruzam a Avenida Presidente Vargas, uma das principais vias da capital fluminense.

Sem volta. "Entramos num caminho sem volta. Quanto mais rápidas forem as ações da prefeitura e da Concessionária Porto Novo na implementação e conclusão das obras, menos tempo sofreremos com esses impactos", afirmou Paes. Além das restrições de circulação, mil vagas rotativas de veículos serão extintas e as áreas de carga e descarga serão ampliadas. Para reduzir a quantidade de carros no centro e estimular o uso de transportes coletivos, a prefeitura do Rio autorizou a criação de novos pontos de táxi em ruas paralelas.

O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, afirmou que a Supervia Trens Urbanos, MetrôRio e CCR Barcas se comprometeram a aumentar a oferta de trens, metrôs e barcas, respectivamente. Em relação aos ônibus, serão criados novos terminais rodoviários e haverá ampliação da oferta de veículos executivos.

O prefeito do Rio pediu, novamente, compreensão da população. "As vias do centro vão privilegiar o pedestre e o transporte público. Sabemos que são muitas modificações, que geram desgastes, mas pedimos uma grande dose de sacrifício da população que precisará alterar a rotina. À medida que as obras ficarem prontas, ficará a sensação de alívio depois de um período de caos." Todas as mudanças no centro são para a construção de um passeio público e um mergulhão entre a Praça Mauá e a Praça XV. As obras devem ser concluídas até o primeiro semestre de 2016, a tempo para a Olimpíada.

Mais conteúdo sobre:
Elevado da Perimetraldesmonte

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.