DESTAQUES-Provas não deixam dúvida da autoria dos delitos, diz Gurgel

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, iniciou a leitura do relatório de acusação dos 38 réus do processo do chamado mensalão, cujo julgamento entrou em seu segundo dia nesta sexta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Reuters

03 de agosto de 2012 | 16h03

Gurgel terá até cinco horas para fazer sua sustentação.

Veja abaixo algumas frases do procurador durante a leitura do relatório.

PRINCIPAL FIGURA

"José Dirceu foi a principal figura de tudo o que apuramos Foi o mentor do grupo... Nada acontecia sem a prévia aprovação de Dirceu."

"Mais uma vez tem-se a confirmação de que José Dirceu comandava de fato o esquema ilícito. Sabia da cooptação dos políticos para composição de base de apoio ao governo. Sabia que essa base de apoio estava sendo formada a custo do pagamento de vantagens indevidas. E acima de tudo sabia de onde vinha o dinheiro que era utilizado para pagar os parlamentares."

PROVAS

"Estou absolutamente convencido de que a prova colhida no curso da instrução, associada aos elementos que instruíram o inquérito, comprovou a autoria e a materialidade dos delitos do objeto da acusação, bem como o dolo com que agiram seus autores."

"O conjunto probatório efetivamente não deixa dúvidas quanto a procedência da acusação."

ATREVIDO

"Foi, sem dúvida, o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil."

REPÚBLICA MACULADA

"Maculou-se gravemente a República, instituiu-se à custa do desvio de recursos públicos uma sofisticada organização criminosa, um sistema de enorme movimentação financeira, à margem da legalidade com o objetivo escuso de comprar os votos de parlamentares."

(Reportagem de Hugo Bachega, Ana Flor e Maria Carolina Marcello)

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