Detran-SP investiga 30 alunos de autoescola por fraude

Trinta alunos da Auto Moto Escola Netuno na Vila Mariana, na zona sul da capital paulista, serão investigados pelo Detran por suspeita de terem se beneficiado de um esquema de fraude. Se comprovada a participação, eles podem ser indicados por coautoria no crime de falsidade ideológica, cuja pena varia de um a cinco anos de prisão.

AE, Agência Estado

29 de maio de 2010 | 10h13

O delegado do Detran, Wilson Roberto Zampieri, disse acreditar que as aulas fraudadas eram ministradas de manhã e à tarde. Mas investiga a hipótese de que tenha havido fraude também à noite já que, desde o dia 17 de maio, 20% das aulas têm de ser noturnas. Antes, não havia necessidade de aulas nesse período.

Os primeiros alunos serão ouvidos na próxima segunda-feira. As apurações começaram anteontem à tarde, após a prisão em flagrante de Sandra Regina Falcão, 44 anos, dona da autoescola. Segundo a polícia, Sandra criou um sistema em que os futuros motoristas não precisam fazer aulas práticas para receber habilitação. Para isso, as aulas foram marcadas em nome de um ex-instrutor da autoescola, demitido por ela.

Segundo as explicações do delegado do Detran, a dona do estabelecimento substituía as digitais do ex-funcionário no sistema para marcar as aulas. Assim, no horário em que o aluno deveria estar dirigindo, ela inseria no sistema a informação de que isso estava ocorrendo usando a sua digital, que estava cadastrada como se fosse do ex-funcionário. Na verdade, o candidato à motorista sequer havia comparecido à autoescola. A fraude só foi descoberta porque o rapaz, demitido no mês passado, arrumou outro emprego como instrutor, porém não conseguia entrar no sistema do Detran, que acusava que ele já estava dando aula em outro lugar.

"Ele procurou o Detran e foi descoberto que seu nome estava relacionado a digitais de outra pessoa. Depois, fizemos um boletim de ocorrência por falsidade ideológica", disse Zampieri. Segundo ele, Sandra fica presa pois houve flagrante. Ela teria confirmado a ''troca de digitais''. O delito, segundo Zampieri, é inafiançável. Os alunos, diz ele, serão ouvidos e "se comprovado que não fizeram as aulas, irão responder por coautoria." Mas, não ficam presos por não ter ocorrido flagrante. As informações são do Jornal da Tarde.

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